Semae está instalando bomba anfíbia na casa de bombas da João Corrêa, em São Leopoldo
Equipamento passará por avaliação de 60 dias, e os resultados definirão uma possível aquisição definitiva.
Resumo da matéria
O Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) está instalando uma bomba anfíbia na casa de bombas da João Corrêa, no bairro Vicentina, em São Leopoldo. Fornecido pela Higra para uma prova de conceito, o equipamento pode operar submerso e tem vazão de 2,5 mil litros por segundo. A avaliação durará 60 dias, e os resultados definirão uma possível aquisição definitiva.
Bomba anfíbia fornecida pela Higra passará por avaliação de 60 dias para orientar uma possível aquisição definitiva. Crédito: Rodrigo Roland/Prefeitura de São Leopoldo
O Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) está instalando uma bomba anfíbia na casa de bombas da João Corrêa, no bairro Vicentina, em São Leopoldo. Fornecido pela Higra para uma prova de conceito, o equipamento passará por uma avaliação de 60 dias, cujos resultados orientarão a decisão sobre uma possível aquisição definitiva.
A bomba tem capacidade de vazão de 2,5 mil litros por segundo, equivalente a 9 mil metros cúbicos por hora. O sistema anfíbio permite que ela opere mesmo submersa, com motor projetado para trabalhar em contato com a água. Nas bombas convencionais, os motores funcionam a seco, separados do conjunto de bombeamento.
A instalação será feita em novos tubulões, dimensionados para esse modelo de bomba. As informações técnicas do projeto classificam a instalação do sistema anfíbio dentro dessas estruturas como uma inovação em relação à configuração convencional encontrada na região. A proposta difere da concepção tradicional das casas de bombas da Região Metropolitana e do Vale do Sinos, onde, de modo geral, motores e bombas funcionam em sistemas separados.
Com os testes, o Semae avalia uma alternativa tecnológica para aprimorar as estruturas de drenagem, especialmente em situações de elevação do nível da água. A possibilidade de o motor operar submerso será avaliada como forma de reduzir a vulnerabilidade dos equipamentos em condições adversas e aprimorar a confiabilidade do sistema.
Durante os 60 dias, a avaliação verificará o desempenho do equipamento nas condições de operação da casa de bombas e os resultados práticos da tecnologia, que poderá ampliar a eficiência e a segurança da drenagem municipal. Os testes fornecerão subsídios técnicos para os próximos passos de uma possível incorporação permanente da solução à estrutura de bombeamento do município.
A iniciativa integra o esforço do Semae para fortalecer a infraestrutura urbana e aumentar a capacidade de resposta diante de chuva intensa e cheia.