Saúde

Espremer cravos e espinhas aumenta o risco de infecções como celulite facial

Infecção bacteriana atinge camadas profundas da pele e exige cuidados médicos; diagnóstico precoce favorece o tratamento.

Equipe Corrivus
Publicado em 31/10/2026, às 01h40

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Resumo da matéria

Infecção bacteriana grave, a celulite facial atinge camadas profundas da pele e o tecido subcutâneo da face, sem relação com a celulite estética. Espremer cravos e espinhas aumenta o risco de infecções, inclusive celulite facial. O diagnóstico precoce favorece a evolução do quadro. Conforme a gravidade, o acompanhamento pode ocorrer em casa ou exigir internação para medicação intravenosa.

Espremer cravos e espinhas aumenta o risco de infecções como celulite facial

Espremer cravos e espinhas rompe a barreira protetora da pele e aumenta o risco de infecções, inclusive celulite facial. Crédito: Divulgação

Espremer cravos e espinhas e a falta de cuidados bucais podem desencadear celulite facial, uma infecção bacteriana grave que exige atenção aos primeiros sintomas e cuidados médicos. Sem relação com a celulite estética que costuma afetar coxas e glúteos, a doença atinge as camadas profundas da pele e o tecido subcutâneo da face.

Vanessa Lapa, docente dos cursos de Fisioterapia, Estética e Cosmética do Centro Universitário UniFBV Wyde, explica que o hábito de espremer cravos e espinhas provoca pequenas feridas e rompe a barreira protetora da pele. Isso facilita a entrada de bactérias e aumenta o risco de infecções, inclusive de celulite facial.

Segundo a professora, a infecção pode decorrer da entrada de patógenos por microlesões na pele ou da disseminação de um foco infeccioso adjacente para a face. Traumas físicos, pequenos cortes e focos infecciosos dentários estão entre os causadores mais recorrentes. Já a celulite tradicional corresponde a uma modificação estrutural no tecido adiposo.

O alerta sobre a celulite facial vem ganhando destaque na mídia e busca esclarecer a população sobre os riscos de complicações sérias quando o quadro é negligenciado. Os sintomas iniciais costumam incluir vermelhidão, também chamada de eritema, inchaço, ou edema, dor local, calor na região e sensibilidade ao toque. Em quadros mais evoluídos, os pacientes podem apresentar febre, calafrios e mal-estar geral.

Vanessa explica que negligenciar o diagnóstico e o tratamento pode permitir a progressão da infecção para estruturas faciais relevantes. Nos casos mais graves, a doença pode alcançar a área periorbitária, originar abscessos e provocar repercussões sistêmicas, como sepse.

A expansão rápida do inchaço, a dor severa, a febre ou dificuldades para enxergar, respirar e engolir exigem assistência médica imediata. A docente ressalta que nem toda alteração facial é estética e que nenhum edema deve ser ignorado. Ela recomenda evitar a automedicação e os procedimentos empíricos, além de buscar avaliação médica aos primeiros sinais suspeitos.

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, e os casos identificados nessa fase costumam evoluir favoravelmente. O tratamento geralmente envolve antibióticos prescritos por profissionais habilitados. Conforme a gravidade, o acompanhamento pode ocorrer em casa ou exigir internação hospitalar para administração de medicação intravenosa. Quando a origem da infecção é odontológica, a atuação do cirurgião-dentista é indispensável.

A prevenção inclui manter a pele limpa, tratar ferimentos adequadamente e evitar manipulações caseiras. A boa higienização bucal também faz parte dos cuidados, para evitar focos infecciosos nas gengivas e nos dentes.

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