Cidadania

Estudo projeta expansão do transporte coletivo da RMR para 150 km com até R$ 18 bilhões

Estudo Nacional de Mobilidade Urbana prevê metrô requalificado, cinco projetos de BRT ou VLT e redução de 22% no tempo médio de deslocamento

Equipe Corrivus
Publicado em 15/07/2026, às 17h42

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Resumo da matéria

A Região Metropolitana do Recife tem potencial para mais que dobrar sua rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade, segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana elaborado pelo BNDES e o Ministério das Cidades. A expansão de 68 km para 150 km exigiria entre R$ 8,96 bilhões e R$ 18,17 bilhões e atenderia 1,42 milhão de passageiros por dia, com redução de 22% no tempo médio de deslocamento.

Estudo projeta expansão do transporte coletivo da RMR para 150 km com até R$ 18 bilhões

Crédito: Pollyana Ventura/Getty Images

A rede de transporte público coletivo da Região Metropolitana do Recife tem potencial para ir de 68 km para 150 km — mais que o dobro do atual. É o que projeta o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo BNDES e o Ministério das Cidades, com previsão de investimentos entre R$ 8,96 bilhões e R$ 18,17 bilhões.

A expansão contempla um projeto de requalificação do metrô e cinco projetos de BRT (bus rapid transit), que podem ser implantados alternativamente na tecnologia VLT. Com a ampliação, a rede passaria a atender 1,42 milhão de passageiros por dia. O estudo também projeta redução de 22% no tempo médio de deslocamento e 605 vítimas de sinistros de trânsito evitadas por ano na capital pernambucana.

'O ENMU reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de projetos para orientar a expansão e a qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade nas principais regiões metropolitanas do país', afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

O ENMU mapeou as 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil, com projeções de população e demanda para um horizonte de 30 anos. O relatório final reúne 187 projetos de mobilidade urbana, correspondentes a mais de 3 mil km de metrôs, BRTs, trens e VLTs. Cada projeto é acompanhado de mais de 100 indicadores técnico-operacionais, econômico-financeiros, socioambientais e urbanísticos. O estudo foi elaborado entre 2024 e 2026.

No conjunto das 21 regiões metropolitanas analisadas, os projetos mapeados poderiam evitar 27 mil vítimas de sinistros de trânsito e reduzir 3 milhões de toneladas anuais de CO₂, além de diminuir em 11% o custo das viagens e em 16% o tempo médio de deslocamento. Os benefícios sociais projetados superam R$ 400 bilhões. A cadeia produtiva também seria impactada, com potencial para mobilizar mais de 1 milhão de empregos e demandar até 7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários.

Todas as informações do estudo e os projetos por região metropolitana estão disponíveis no portal Mobilidade Brasil.

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