Grupo Flor que se Cheira, de Paulista, recebeu troféu Abebé de Prata
Premiação foi realizada no Cineteatro do Parque, no Recife; grupo é liderado por Jéssica Cavalcante desde julho de 2017.
Resumo da matéria
O grupo Flor que se Cheira, do bairro de Jardim Paulista, em Paulista, recebeu o troféu Abebé de Prata na quinta-feira (5), em cerimônia no Cineteatro do Parque, no Recife. Liderado por Jéssica Cavalcante desde julho de 2017, o grupo teve a conquista apresentada como marco de sua trajetória. A premiação reconhece a transmissão de conhecimentos, a valorização da ancestralidade e a dignificação das religiões de matriz africana.
À frente do Flor que se Cheira desde julho de 2017, Jéssica Cavalcante considera o prêmio um reconhecimento do trabalho coletivo. Crédito: Jéssica Cavalcante / Cortesia
O grupo Flor que se Cheira, do bairro de Jardim Paulista, em Paulista, recebeu o troféu Abebé de Prata na quinta-feira (5), em cerimônia no Cineteatro do Parque, no Recife. A premiação reuniu representantes da cultura negra em uma celebração ao talento, à ancestralidade e à resistência cultural.
Considerado o Oscar do Candomblé, o Abebé de Prata reconhece artistas, empresários, jornalistas e políticos que se destacam na transmissão de conhecimentos, na valorização da ancestralidade e na dignificação das religiões de matriz africana.
À frente do Flor que se Cheira desde julho de 2017, Jéssica Cavalcante é uma mulher negra, periférica e artista. Seu trabalho é dedicado à preservação e à valorização da cultura afro-brasileira por meio da arte, da música e das manifestações culturais.
Para a líder, receber o troféu foi motivo de grande emoção e representou o reconhecimento do trabalho coletivo desenvolvido ao longo dos anos, marcado por dedicação e resistência. Jéssica explicou que as apresentações do grupo envolvem histórias, compromisso e pessoas que acreditam na força de sua cultura.
A conquista representa um marco na trajetória do grupo e de Jéssica, com o reconhecimento do pertencimento, da ancestralidade e do compromisso com a preservação da história e das tradições da cultura negra.
Na avaliação de Jéssica, o prêmio pertence não apenas ao Flor que se Cheira, mas também a todas as mulheres negras e periféricas que lutam diariamente pela preservação da ancestralidade.