Cotidiano

96 filhotes de tartaruga-de-pente nascem em Maria Farinha e marcam fim da temporada reprodutiva

Eclosão ocorreu na quinta-feira, dia 18, em ninho localizado em frente ao Veneza Water Park; dois ninhos ainda aguardam eclosão no litoral de Paulista

Equipe Corrivus
Publicado em 19/06/2026, às 15h03

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Resumo da matéria

Na manhã de quinta-feira, dia 18, 96 filhotes de tartaruga-de-pente nasceram em um único ninho na Praia de Maria Farinha, em Paulista. A espécie é ameaçada de extinção. O evento marca a fase final da temporada reprodutiva 2025-2026 monitorada pelo Núcleo de Sustentabilidade Urbana da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Ainda há dois ninhos restantes para eclosão no litoral do município.

96 filhotes de tartaruga-de-pente nascem em Maria Farinha e marcam fim da temporada reprodutiva

96 filhotes de tartaruga-de-pente nasceram na Praia de Maria Farinha, em Paulista, marcando a fase final da temporada reprodutiva 2025-2026. Crédito: Flávio Alves/SEI

A temporada reprodutiva das tartarugas marinhas em Paulista está chegando ao fim com uma cena marcante: 96 filhotes de tartaruga-de-pente eclodiram de um único ninho na Praia de Maria Farinha na manhã de quinta-feira, dia 18, em frente ao Veneza Water Park. A espécie figura na lista das ameaçadas de extinção.

O ninho foi acompanhado pelo Núcleo de Sustentabilidade Urbana (NSU), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), que realiza monitoramento diário da área, protegendo os ninhos durante todo o período de incubação e eclosão.

A coordenadora do Núcleo, Jocelane Cavalcanti, informou que ainda restam dois ninhos para eclosão — um no Pontal e outro em uma área diferente de Maria Farinha.

A bióloga e diretora do NSU, Rayza Brasileiro, destacou que o nascimento destes filhotes marca a fase final da temporada reprodutiva e ressaltou o papel da comunidade na preservação. 'A colaboração da comunidade com a Semma é fundamental para ampliar o entendimento sobre a biodiversidade marinha, fortalecendo a produção de dados científicos e contribuindo para o conhecimento sobre as espécies que utilizam o nosso litoral para reprodução', declarou. Rayza explicou ainda que todas as informações coletadas durante o monitoramento são incorporadas a bancos de dados nacionais, auxiliando na definição do estado de conservação das espécies marinhas.

A Semma orienta que moradores e visitantes que identificarem a eclosão de ninhos ou o deslocamento de filhotes em direção ao oceano mantenham distância, evitem o uso de luzes artificiais — que podem desorientar os animais — e acionem o Núcleo de Sustentabilidade Urbana pelo WhatsApp (81) 99836-9947 ou a Guarda Civil Municipal pelo telefone 153.

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