Saúde

Olinda intensifica combate ao Aedes aegypti nos bairros

Agentes visitam imóveis em seis ciclos anuais e cidade já soma 701 casos notificados de arboviroses

Equipe Corrivus
Publicado em 07/07/2026, às 10h51

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Resumo da matéria

A Secretaria de Vigilância Ambiental de Olinda mantém um trabalho diário de inspeção em imóveis do município para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. As visitas acontecem em seis ciclos ao longo do ano, com cada imóvel sendo vistoriado a cada dois meses, em média. O município contabiliza, até o momento, 701 casos notificados de arboviroses, sendo 401 confirmados, 10 graves e um óbito.

Olinda intensifica combate ao Aedes aegypti nos bairros

Agentes da Vigilância Ambiental de Olinda realizam inspeções contra o Aedes aegypti em imóveis do município Crédito: Divulgação/Secom Olinda

Há 45 anos morando em Jardim Atlântico, Roberto Silva já incorporou a visita dos agentes de Vigilância Ambiental à rotina da casa. Na terça-feira, dia 7, a equipe esteve mais uma vez no imóvel para inspecionar possíveis criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Para o morador, abrir as portas de casa aos agentes é um gesto simples que faz diferença. 'Eu sempre procuro cuidar do quintal e não deixar água parada. Graças a Deus, nunca tive problemas com dengue aqui. Os agentes vêm sempre, olham tudo e ainda dão orientações. É um trabalho que ajuda muito', contou Roberto.

A visita ao imóvel de Roberto faz parte de uma rotina permanente da Secretaria de Vigilância Ambiental de Olinda, que atua diariamente e divide o trabalho em seis ciclos ao longo do ano — o suficiente para que cada imóvel do município seja visitado, em média, a cada dois meses. Segundo o agente supervisor de saúde Diego Barbosa, além das inspeções de rotina, os profissionais realizam o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRA), ferramenta que aponta os bairros com maior risco de infestação. Quando larvas são encontradas, o material é recolhido e encaminhado para análise laboratorial, o que permite identificar a espécie do mosquito e direcionar as ações de combate. 'Nosso trabalho é diário. Fazemos seis ciclos durante o ano e retornamos periodicamente aos imóveis. Em algumas situações, a mesma residência pode receber até três visitas, seja para acompanhamento, coleta de larvas ou reforço das orientações', explicou Diego.

Até o momento, Olinda contabiliza 701 casos notificados de arboviroses, sendo 401 confirmados, além de 10 casos graves e um óbito, de acordo com a diretora da Vigilância em Saúde de Olinda, Dejanine Araújo. Ela detalhou que, sempre que os agentes encontram larvas durante as inspeções, o material é coletado e enviado ao laboratório do Centro de Vigilância Ambiental de Olinda (CEVAO). 'Quando a gente chega ao local e encontra larvas, fazemos a coleta e levamos para o laboratório do CEVAO para análise', disse Dejanine.

A diretora chamou atenção para um detalhe pouco conhecido pela população: apenas retirar a água parada não elimina o risco de proliferação do mosquito. 'O ovo do mosquito consegue sobreviver em ambiente seco por um período de seis meses a um ano. Por isso, é fundamental que o recipiente seja higienizado corretamente, com água sanitária e uma esponja para remover os ovos aderidos às paredes. Caso contrário, quando voltar a ter contato com a água, esses ovos podem eclodir e dar origem a novos mosquitos', alertou. Dejanine também reforçou a importância de os moradores abrirem as portas aos agentes, para que seja possível realizar a vistoria adequada, o tratamento da água armazenada e a orientação sobre prevenção.

A participação da população segue sendo indispensável no combate ao mosquito. Manter caixas d'água fechadas, limpar calhas, evitar recipientes que acumulem água e higienizar corretamente vasos, baldes e outros reservatórios são medidas simples que ajudam a interromper o ciclo de reprodução do Aedes aegypti e protegem toda a comunidade.

Moradores que identificarem possíveis focos do mosquito ou quiserem solicitar uma vistoria podem entrar em contato com o Centro de Vigilância Ambiental de Olinda (CEVAO) pelo telefone (81) 9286-0583. O canal também está disponível para esclarecer dúvidas e orientar a população sobre prevenção e controle das arboviroses.

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