Agro

Canola no Paraná tem estimativa de produção dobrada em relação ao ciclo anterior

Em cenário de perdas por excesso de chuvas, a produção de grãos de inverno no Paraná é estimada em 2,84 milhões de toneladas, 28% abaixo de 2025.

Equipe Corrivus
Publicado em 30/10/2026, às 23h28

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Resumo da matéria

O Deral divulgou nesta quinta-feira (29) estimativa de 2,84 milhões de toneladas de grãos de inverno no Paraná, volume 28% inferior ao de 2025. O excesso de chuvas explica principalmente a redução, com prejuízos à produtividade e à qualidade dos grãos. Para a soja 2026/2027, a projeção é de 22,75 milhões de toneladas, mas os números ainda podem mudar conforme o avanço do ciclo e as condições climáticas.

Canola no Paraná tem estimativa de produção dobrada em relação ao ciclo anterior

A produção de canola no Paraná tem estimativa de dobrar em relação ao ciclo anterior, em cenário de queda dos grãos de inverno. Crédito: Gilson Abre/Arquivo AEN

A produção de grãos de inverno do Paraná está estimada em 2,84 milhões de toneladas, volume 28% inferior às aproximadamente 3,9 milhões de toneladas de 2025. A redução é explicada principalmente pelo excesso de chuvas durante o desenvolvimento e a colheita das lavouras, com prejuízos à produtividade e à qualidade dos grãos. Os dados integram a nova Estimativa de Safra divulgada pelo Deral, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), nesta quinta-feira (29).

Segundo Larissa Nahirny, coordenadora da Divisão de Estatísticas do Deral, os efeitos climáticos foram mais expressivos nas culturas de inverno, provocando perdas tanto no rendimento das lavouras quanto na qualidade dos grãos.

Para o trigo, a produção prevista é de 1,9 milhão de toneladas, queda de 34% em relação às 2,88 milhões de toneladas colhidas em 2025. A redução está relacionada à diminuição de 12% na área cultivada e à perda de produtividade, estimada em 44 sacas por hectare, ante 54 sacas no ciclo anterior. As chuvas frequentes durante a colheita também comprometeram a qualidade do trigo e podem limitar a oferta de cereal adequado à indústria de panificação.

Na contramão da queda dos grãos de inverno, a estimativa para a canola é de dobrar o volume produzido em relação ao ciclo anterior. A ampliação da área cultivada no Estado acompanha essa previsão de crescimento e contribuiu para compensar parcialmente as perdas registradas na cultura.

Entre as culturas de verão, a soja da safra 2026/2027 tem produção projetada em 22,75 milhões de toneladas, aumento de 4% sobre o ciclo anterior. A área estimada é de 5,74 milhões de hectares, e o plantio alcançou 62% do total previsto. Das lavouras implantadas, 88% estão em boas condições, 11% em condição média e 1% em condição ruim.

Larissa ressalta que as estimativas das culturas de verão ainda podem mudar conforme a evolução das condições meteorológicas. No caso da soja, os números também dependem do avanço do ciclo e das condições climáticas nos próximos meses.

Na primeira safra de milho 2026/27, a produção estimada é de 4,08 milhões de toneladas. O plantio chegou a 94% dos pouco mais de 372 mil hectares previstos. Entre as lavouras plantadas, 78% apresentam boas condições, 20% estão em condição mediana e 2% em condição ruim.

Nas hortaliças, o plantio da batata alcançou 77% da área prevista, abaixo dos 90% esperados para outubro. O tomate chegou a um índice de plantio de 66%, diante de uma referência de 77%. Para a cebola, a produção está estimada em 96,5 mil toneladas, redução de 23,3% em relação a 2018, enquanto a área ficou 50,5% menor no mesmo período.

Também divulgado pelo Deral nesta quinta-feira (29), o Boletim Conjuntural da semana 44 aponta pressão dos custos de produção sobre as cadeias de aves e suínos. Em setembro, o custo na suinocultura foi de R$ 6,13 por quilo, enquanto o preço médio recebido ficou em R$ 5,17. No frango vivo, o custo chegou a R$ 4,96 por quilo, diante de um preço médio recebido pelo produtor de R$ 4,75.

No mercado de lácteos, os preços do leite longa-vida, do leite pasteurizado e do queijo muçarela recuaram no varejo paranaense em outubro. As importações estaduais de derivados lácteos cresceram aproximadamente 19% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

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