João Pessoa orienta como eliminar o caramujo africano com segurança
Espécie prolifera no período chuvoso e pode transmitir meningite eosinofílica; veja o protocolo correto de recolhimento.
Resumo da matéria
A Gerência de Vigilância Ambiental (GVAM) da Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS-JP) alerta para os cuidados necessários com o caramujo africano (Achatina fulica), que se prolifera principalmente no período chuvoso e nos meses mais quentes. O animal é hospedeiro de vermes que podem causar meningite eosinofílica e angiostrongilíase abdominal. A orientação é recolher os caramujos com luvas ou sacos plásticos, submergi-los em água com sabão, detergente ou água sanitária por 24 horas e descartá-los no lixo comum, nunca usando sal. Dúvidas podem ser esclarecidas pelos telefones (83) 3213-7781 e (83) 3213-7782, em dias úteis, das 8h às 14h.
Crédito: Secom João Pessoa
Encontrar um caramujo africano no quintal depois da chuva pede um cuidado que muita gente ainda não sabe: nada de sal, nada de pegar sem proteção. Segundo a gerente de Vigilância Ambiental de João Pessoa, Juliana Trigo, o procedimento correto começa por evitar tocar o animal com a mão nua — o ideal é usar luvas descartáveis ou um saco plástico para recolhê-lo. Depois, ele deve ser mergulhado num recipiente com água e sabão em pó, detergente ou água sanitária, e deixado ali por 24 horas antes de ser embalado em sacos plásticos fechados e descartado no lixo comum.
Juliana também é enfática quanto ao que não fazer: sal está fora de cogitação, porque não mata os ovos do animal, além de contaminar o solo e prejudicar o meio ambiente. Segundo ela, a melhor prevenção é manter o quintal sempre limpo, retirando entulhos, telhas, madeiras e lixo acumulado — justamente os esconderijos que a espécie usa durante o dia.
O caramujo africano é hospedeiro de vermes ligados a duas doenças sérias: a meningite eosinofílica, quando o parasita migra até o sistema nervoso central e provoca dor de cabeça forte, rigidez na nuca e febre; e a angiostrongilíase abdominal, em que o verme se instala nos vasos sanguíneos do intestino e pode causar dor abdominal intensa, vômitos e, em casos graves, perfuração ou obstrução intestinal.
De hábitos noturnos, o animal aparece com mais frequência à noite ou logo depois da chuva, quando sai para se alimentar e se reproduzir. Em João Pessoa, o clima mais úmido e chuvoso favorece essa movimentação: os caramujos deixam abrigos como entulhos, montes de folhas e terrenos baldios e acabam invadindo quintais e jardins.
Quem tiver contato com o animal sem a proteção adequada deve procurar de imediato uma Unidade de Saúde da Família (USF) ou uma UPA e relatar o ocorrido, para que a equipe de saúde tome as medidas necessárias. Já quem tiver dúvidas sobre como manusear os caramujos pode ligar para a GVAM nos telefones (83) 3213-7781 e (83) 3213-7782, em dias úteis, das 8h às 14h — um contato bastante procurado nesta época do ano, segundo a própria gerência.
Serviço
Horário: Dias úteis, das 8h às 14h
Público: Moradores de João Pessoa
Projeto/programação: Dúvidas sobre manuseio de caramujos africanos: Gerência de Vigilância Ambiental, telefones (83) 3213-7781 e (83) 3213-7782.