Saúde

Professor teve alta após mais de 100 dias no Hospital Central de Mato Grosso

Ilton S. P. precisou reaprender a se alimentar, falar e caminhar e teve alta utilizando Bipap, dispositivo que auxilia a respiração.

Equipe Corrivus
Publicado em 30/10/2026, às 20h40

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Resumo da matéria

O professor Ilton S. P., de São Félix do Araguaia, recebeu alta após mais de 100 dias internado no Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso. A investigação multidisciplinar permitiu diagnosticar apneia do sono e definir o tratamento. Durante a reabilitação, ele precisou reaprender a se alimentar, falar e caminhar. A alta ocorreu com uso de Bipap, dispositivo que auxilia a respiração.

Professor teve alta após mais de 100 dias no Hospital Central de Mato Grosso

Reabilitação no Hospital Central de Mato Grosso contou com acompanhamento de diferentes profissionais de saúde. Crédito: Governo MT

Após mais de 100 dias de internação no Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, o professor Ilton S. P., de São Félix do Araguaia, a 1.028 quilômetros de Cuiabá, recebeu alta e afirmou estar voltando à vida normal. Com comprometimentos respiratório e funcional, ele passou por investigação médica, tratamento e reabilitação para reaprender a se alimentar, falar e caminhar.

Ilton chegou ao hospital com quadro clínico complexo e foi internado na UTI após uma parada cardíaca. As complicações respiratórias exigiram acompanhamento especializado, longa reabilitação pulmonar e uso de traqueostomia. A sarcopenia, caracterizada pela perda muscular, também tornou necessária a hospitalização prolongada.

De abril a agosto, o professor recebeu assistência de uma junta multidisciplinar especializada em alta complexidade. O acompanhamento envolveu neurologista, pneumologista, cirurgião torácico, fisioterapeuta, fonoaudióloga, nutricionista, psicólogo e médicos da clínica geral.

A equipe enfrentou dificuldades para identificar a causa das alterações respiratórias persistentes. Depois de vários exames, a investigação conjunta das especialidades médicas e de outros profissionais de saúde permitiu diagnosticar apneia do sono e definir o tratamento adequado. A clínica Giovanna Pinto, integrante da junta, relatou que o caso recebia uma abordagem mais aprofundada nas reuniões multidisciplinares semanais.

Durante a reabilitação, o uso de traqueostomia e de sonda nasoenteral exigiu que Ilton reaprendesse a falar e a se alimentar. A fisioterapia foi essencial para que voltasse a caminhar. Ele também recebeu apoio psicológico, pois já apresentava depressão antes da hospitalização.

A alta ocorreu com o uso de Bipap, dispositivo semelhante a uma máscara que auxilia a respiração sem ligação a um balão de oxigênio. Pela superação da longa internação, a equipe hospitalar concedeu ao professor um atestado de bravura.

Ilton relatou que a confiança e o respeito pela equipe durante os meses no hospital lhe deram vontade de lutar pela recuperação. Disse estar bem, seguir os exercícios recomendados pelos profissionais e retomar a vida normal. Ao agradecer pelo tratamento humano, classificou os profissionais como excelentes e avaliou em 100% a assistência e o cuidado de todos os trabalhadores, desde a limpeza. Segundo ele, o acolhimento o fez sentir-se em casa. O professor considera o Hospital Central um dos melhores do Brasil.

Unidade do Governo do Estado administrada pelo Einstein Hospital Israelita, o Hospital Central foi implantado em fases e atingiu a maturidade de ocupação no final de julho. Setembro foi o segundo mês de funcionamento pleno da unidade.

A diretora Alessandra Bokor explicou que, com o avanço da operação, o hospital aprofunda os atendimentos de alta complexidade, sua vocação. Segundo ela, a unidade atua de forma integrativa na rede para atender pacientes de todo Mato Grosso que precisam de assistência especializada e alta tecnologia.

Entre janeiro e setembro, o Hospital Central realizou 35.035 atendimentos e registrou 3.904 internações. No mesmo período, foram contabilizadas 8.241 consultas ambulatoriais, 743 consultas de serviço social e odontologia e 661 casos de pronto-atendimento regulados.

A unidade realizou ainda 2.199 cirurgias, entre elas mais de 70 robóticas. Foi o Hospital Central que introduziu a tecnologia de cirurgias robóticas no Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso. De janeiro a setembro, também foram feitos 160.606 exames de análises clínicas e anatomia patológica e 19.287 exames diagnósticos de imagens.

Em setembro, a ocupação geral do hospital ficou em 75,78%. A UTI Adulta registrou ocupação de 91,9%, enquanto a UTI Pediátrica teve índice de 88,6%. Nos leitos de enfermaria, a ocupação foi de 73,7%.

Com sede em São Paulo e fundado em 1955, o Einstein Hospital Israelita é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. A instituição ocupa a 16ª posição mundial e a primeira da América Latina no ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc.

O Einstein atua há 25 anos no SUS, por meio da gestão de unidades públicas e da execução de projetos pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Atualmente, as unidades públicas sob sua gestão incluem hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência.

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