Medicamentos genéricos geram economia de R$ 14,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Setor projeta economia acumulada de R$ 630 bilhões até 2030 e celebra Dia Nacional do Medicamento Genérico em 20 de maio
Resumo da matéria
Os medicamentos genéricos geraram economia estimada em R$ 14,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da PróGenéricos com base em dados da IQVIA. O setor representa 40% do mercado farmacêutico e projeta economia acumulada superior a R$ 630 bilhões até 2030. Em 2025, foram comercializadas mais de 2,36 bilhões de unidades, crescimento de 8,33% em relação a 2024. O Dia Nacional do Medicamento Genérico é celebrado em 20 de maio.
Setor de medicamentos genéricos representa 40% do mercado farmacêutico brasileiro Crédito: Divulgação
As projeções da PróGenéricos indicam que a categoria deverá alcançar 45,12% de participação de mercado até 2030, com economia acumulada superior a R$ 630 bilhões para a população brasileira ao longo da década.
O relatório mostra ainda que os medicamentos genéricos encerraram 2025 com um marco histórico: mais de 2,36 bilhões de unidades comercializadas, crescimento de 8,33% em relação a 2024.
Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos, detalhou que os dados do primeiro trimestre de 2026 apontam a continuidade desse movimento de expansão. "Somente entre janeiro e março deste ano, o mercado concentrou grande parte de suas vendas em medicamentos voltados ao tratamento de doenças crônicas e de alta prevalência na população brasileira, especialmente hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares", afirmou.
Entre os princípios ativos mais comercializados no período estão a losartana potássica, com 49,7 milhões de unidades vendidas; a dipirona sódica, com 32,4 milhões; a hidroclorotiazida, com 20 milhões; a tadalafila, com 19,5 milhões; e a nimesulida, com 15,4 milhões de unidades comercializadas. Medicamentos como enalapril, sinvastatina, rosuvastatina, anlodipino e metformina também aparecem entre os líderes de vendas.
Hoje, os genéricos representam cerca de 40% do mercado farmacêutico e contribuem diretamente para consolidar o Brasil como o 7º maior mercado farmacêutico do mundo. Além disso, aproximadamente 90% das doenças conhecidas já contam com opções terapêuticas por meio de medicamentos genéricos.
Tiago afirmou que o crescimento do segmento está diretamente ligado ao amadurecimento regulatório do país, ao investimento contínuo da indústria e à ampliação do acesso à saúde. "Os números mostram que os genéricos deixaram de ser apenas uma alternativa de preço para se consolidarem como um dos pilares da assistência farmacêutica no Brasil. Estamos falando de um setor que alia acesso, desenvolvimento industrial, inovação e impacto social direto na vida das pessoas", disse.
Segundo ele, o avanço do setor também reflete o esforço das empresas associadas na modernização da indústria farmacêutica instalada no país. "Os investimentos realizados pelas associadas da PróGenéricos em inovação, estrutura produtiva, qualificação profissional e sustentabilidade têm sido fundamentais para alavancar esse crescimento. Hoje, o setor acompanha a evolução tecnológica da indústria farmacêutica global e amplia sua capacidade de atender a demanda crescente da população brasileira", destacou.
A PróGenéricos reúne empresas do setor farmacêutico — entre elas Brainfarma, Cimed, Dr.Reddy's, EMS, Eurofarma, Fresenius Kabi, Geolab, Hypera, Neo Química, Nova Química, Prati-Donaduzzi e Sandoz — e 9 dos 20 maiores laboratórios farmacêuticos do país fazem parte da entidade.
Juntas, essas companhias somam mais de 30 plantas industriais no Brasil e mais de 50 mil colaboradores diretos. O setor também investe anualmente mais de R$ 2,26 bilhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de milhões em ações sociais, projetos sociais e assistência humanitária. Somam mais de 393,4 mil horas investidas em treinamento e qualificação profissional.
O Dia Nacional do Medicamento Genérico é comemorado em 20 de maio. A data, oficializada pela Lei n° 9.787 de 1999, celebra a introdução desses medicamentos no Brasil, destacando sua segurança, eficácia, qualidade e preços mais acessíveis — no mínimo 35% mais baratos em relação aos medicamentos pioneiros.