Cidadania

Arapiraca instala bioindicadores de qualidade do ar em parceria com a USP

Bromélia sensível à poluição serve como indicador natural da presença de metais pesados e poluentes atmosféricos; estudo analisa relação entre arborização urbana e clima

Equipe Corrivus
Publicado em 23/06/2026, às 00h42

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Resumo da matéria

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente de Arapiraca, em parceria com a Universidade de São Paulo, instalou barbas-de-velho em árvores de pontos estratégicos da cidade, como a Ciclovia do Trabalhador. A bromélia, sensível à poluição atmosférica, funciona como bioindicador natural da presença de metais pesados e poluentes oriundos da queima de combustíveis. O projeto é conduzido pelo doutorando em Ciência Ambiental da USP, Lucas Monteiro, e tem como objetivo estudar a relação entre arborização urbana e clima em Arapiraca.

Arapiraca instala bioindicadores de qualidade do ar em parceria com a USP

Bromélia barba-de-velho instalada em árvore urbana para monitoramento da qualidade do ar Crédito: Zé Neto/Ascom Arapiraca

Uma bromélia sem raízes está ajudando Arapiraca a medir a qualidade do ar. Em parceria com a Universidade de São Paulo, a prefeitura instalou barbas-de-velho em árvores de pontos estratégicos da cidade — entre eles a Ciclovia do Trabalhador — para monitorar a presença de poluentes na atmosfera e estudar os efeitos da arborização urbana no clima local.

A barba-de-velho é uma bromélia que vive pendurada em galhos de árvores e absorve água e nutrientes diretamente da atmosfera, sem precisar de raízes. Por ser extremamente sensível à poluição, funciona como bioindicador natural da qualidade do ar, revelando a concentração de metais pesados e poluentes provenientes da queima de combustíveis.

O projeto é conduzido pelo doutorando em Ciência Ambiental da USP, Lucas Monteiro, que esteve em Arapiraca trabalhando ao lado da Superintendência de Meio Ambiente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (SMDUMA). O objetivo é estudar a relação entre a arborização urbana e o clima no município, demonstrando os benefícios que uma cidade arborizada pode trazer para a saúde da população.

O superintendente de Meio Ambiente, Fellipe Barbosa, destacou o alcance do estudo. 'Essa é uma pesquisa muito importante para a gente pensar os aspectos climáticos, alinhados à saúde pública e à arborização aqui em Arapiraca. Para isso, contamos com uma iniciativa muito representativa da SMDUMA, em parceria com as universidades, para fortalecer o planejamento ambiental, urbano e climático da nossa cidade', afirmou.

O pesquisador Lucas Monteiro também apresentou a Regra 3/30/300, criada pelo urbanista holandês Cecil Konijnendijk, como base para uma arborização urbana eficaz. A regra estabelece três metas: toda pessoa deve conseguir ver pelo menos três árvores da janela de casa; cada bairro deve ter no mínimo 30% de cobertura vegetal; e todo cidadão deve estar a no máximo 300 metros de um espaço verde público.

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