SES inicia distribuição de 350 mil doses de vacina antirrábica para cães e gatos em Sergipe
Doses e seringas serão distribuídas aos 75 municípios até 26 de outubro; campanha para cães e gatos ocorrerá de 3 de novembro a 4 de dezembro.
Resumo da matéria
A Secretaria de Estado da Saúde iniciou a distribuição de 350 mil doses de vacina antirrábica animal aos 75 municípios sergipanos. Os imunizantes serão distribuídos com seringas até 26 de outubro, conforme o cronograma estadual. As doses são destinadas à campanha de vacinação de cães e gatos de 2026, que será realizada de 3 de novembro a 4 de dezembro para ampliar a cobertura vacinal e prevenir a circulação do vírus no ciclo urbano.
Campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos de 2026 será realizada de 3 de novembro a 4 de dezembro. Crédito: Mário Sousa/Governo SE
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou a distribuição de 350 mil doses de vacina antirrábica animal aos 75 municípios sergipanos. Os imunizantes serão destinados à Campanha de Vacinação Antirrábica de cães e gatos 2026, que será realizada de 3 de novembro a 4 de dezembro nos municípios.
As vacinas serão distribuídas juntamente com seringas até o dia 26 de outubro, conforme o cronograma estadual. A retirada dos insumos é feita pelos municípios na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi).
A campanha tem como objetivos ampliar a cobertura vacinal de cães e gatos, prevenir a circulação do vírus da raiva no ciclo urbano e reduzir o risco de transmissão aos seres humanos.
Segundo Ana Paula Barros, referência técnica da Vigilância da Raiva e Animais Peçonhentos da SES, a vacinação dos animais é uma das principais estratégias de prevenção da raiva humana. Ela explica que a imunização de cães e gatos contribui para interromper a transmissão no ciclo urbano e proteger a população, e que a vacinação anual dos animais e a vigilância epidemiológica são fundamentais.
De acordo com a referência técnica, Sergipe não registra casos de raiva humana desde 2005, mas o vírus continua circulando no ciclo silvestre, especialmente entre morcegos. Ana Paula ressalta que a ausência de casos humanos não elimina o risco e que manter a vacinação de cães e gatos, associada às ações de vigilância, é essencial para prevenir a transmissão.
A raiva é uma zoonose viral que afeta o sistema nervoso central dos mamíferos, incluindo os seres humanos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato da saliva de animais infectados com a pele lesionada ou com mucosas, por meio de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras. Após o início dos sintomas, a doença apresenta letalidade próxima de 100%.
Em caso de mordedura, arranhadura ou contato da saliva de um animal suspeito com ferimentos ou mucosas, a orientação é lavar imediatamente o local com água corrente e sabão em abundância. Nessas situações, é necessário procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) o mais rápido possível para avaliação e indicação da profilaxia antirrábica, quando necessária.
Nos acidentes envolvendo morcegos, a busca por atendimento deve ser imediata, mesmo quando não houver lesões aparentes. A população não deve esperar o aparecimento de sintomas para procurar assistência, pois a prevenção oportuna é fundamental para evitar a doença.