Sergipe registra mais de 21 mil empresas constituídas em 2026, aponta Jucese
Mais de 900 atividades de baixo risco tiveram alvarás e licenças simplificados; Casa do Empreendedor oferece orientação em Aracaju.
Resumo da matéria
Sergipe registrou mais de 21 mil empresas constituídas em 2026, sendo 16,4 mil MEIs, segundo a Jucese. Desde 2023, os novos registros ultrapassam 106 mil. A Lei de Liberdade Econômica (nº 9.588/2025) permitiu dispensa ou simplificação de alvarás e licenças para mais de 900 atividades de baixo risco. Em Aracaju, a Casa do Empreendedor, no Caju Hub, orienta quem deseja abrir ou desenvolver negócios e prevê expansão do atendimento para o interior.
A Casa do Empreendedor orienta quem deseja iniciar ou desenvolver negócios e tem proposta de expansão para o interior. Crédito: Ascom/Desenvolve-SE
Sergipe registrou mais de 21 mil empresas constituídas em 2026, das quais 16,4 mil são Microempreendedores Individuais (MEIs), segundo dados da Jucese. Com o resultado, o número de novos registros empresariais no estado desde 2023 ultrapassa 106 mil.
A desburocratização é o principal eixo da estratégia de melhoria do ambiente de negócios em Sergipe. Uma das principais iniciativas é a implementação da Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 9.588/2025), com a qual mais de 900 atividades econômicas classificadas como de baixo risco passaram a contar com dispensa ou simplificação de alvarás e licenças no estado.
A estratégia busca reduzir obstáculos desnecessários e ampliar as condições para abertura, permanência e crescimento dos negócios. O objetivo é simplificar e tornar mais eficiente a relação do empreendedor com o poder público, preservando os controles necessários à segurança jurídica e ao cumprimento da legislação.
Para Saulo Vieira, diretor de Desburocratização e Fomento ao Ambiente de Negócios da Desenvolve-SE, dispensar licenças e reduzir exigências desnecessárias para atividades de baixo risco facilita a entrada do pequeno empreendedor na formalidade e a regularização desses negócios. Ele explica que atividades com baixo potencial de riscos sanitários, ambientais, de incêndio ou outros riscos relevantes podem ter determinadas autorizações prévias dispensadas.
A simplificação dos procedimentos se soma à orientação, à formalização e à melhoria dos serviços oferecidos ao empreendedor. Inaugurada há mais de um ano, a Casa do Empreendedor apoia quem deseja iniciar ou desenvolver uma atividade empresarial. O espaço fica no Caju Hub, antigo Centro de Arte e Cultura J. Inácio, na Orla de Aracaju.
A Casa reúne orientações sobre diferentes demandas e busca aproximar o empreendedor dos órgãos envolvidos na regularização. Segundo Vieira, a proposta é encurtar essa jornada ao reunir soluções em um lugar, evitando que o empreendedor precise procurar diferentes órgãos para resolver problemas. A proposta da Casa também inclui a expansão do atendimento para o interior do estado.
O caminho para abrir uma empresa envolve a definição da atividade, o enquadramento adequado, a regularização e a obtenção das licenças necessárias. A formalização amplia a segurança jurídica e as condições para acessar crédito, participar de editais e licitações, expandir mercados e estruturar o crescimento do negócio.
Vieira explica que a formalização traz segurança jurídica tanto ao empreendedor quanto ao mercado e demonstra a estruturação da atividade para crescer. Segundo ele, esse processo permite buscar soluções financeiras em bancos públicos ou privados, cooperativas de crédito e fintechs, além de atrair sócios e ampliar o negócio, com cada etapa criando condições para a seguinte.
Na avaliação da Desenvolve-SE, transformar ideias em negócios capazes de crescer, gerar empregos e movimentar a economia exige informação, formalização, acesso a oportunidades e um ambiente que reduza barreiras às atividades econômicas. Negócios mais estruturados podem ampliar investimentos, alcançar novos mercados, contratar trabalhadores e movimentar cadeias de fornecedores e serviços.
Para Vieira, fortalecer o ambiente de negócios cria condições para que o potencial empreendedor se converta, de forma sustentável, em desenvolvimento econômico para Sergipe.