Nutricionista da Estácio alerta para uso consciente de adoçantes
Dra. Anne Karoline de Souza Oliveira, professora da Estácio Sergipe, fala sobre os cuidados com o consumo de adoçantes e a importância de uma alimentação equilibrada.
Resumo da matéria
A nutricionista e professora da Estácio Sergipe, Dra. Anne Karoline de Souza Oliveira, destaca que os adoçantes podem ser úteis em situações específicas, como na transição para hábitos mais saudáveis e no manejo glicêmico de diabéticos, mas alerta para o uso indiscriminado e a falsa percepção de que produtos 'zero açúcar' são automaticamente saudáveis. Ela ressalta que a saúde metabólica depende de diversos fatores, como qualidade da dieta, sono e atividade física, e defende que o foco deve estar na educação alimentar.
Especialista da Estácio Sergipe orienta moderação no consumo de adoçantes e destaca a importância da educação alimentar e de escolhas individualizadas. Crédito: Freepik
Os adoçantes estão cada vez mais presentes na rotina de milhões de brasileiros, frequentemente vistos como alternativa mais saudável para quem deseja emagrecer ou controlar a glicose. No entanto, o tema voltou ao centro dos debates após a divulgação de estudos sobre possíveis efeitos dos adoçantes artificiais na saúde intestinal e no metabolismo.
A professora do curso de Nutrição da Estácio Sergipe, Dra. Anne Karoline de Souza Oliveira, alerta para o consumo indiscriminado e para a falsa sensação de segurança criada por produtos classificados como “zero açúcar”. Segundo ela, estudos recentes demonstram possíveis impactos de alguns adoçantes sobre a microbiota intestinal, o metabolismo da glicose e mecanismos celulares, especialmente em modelos animais. A nutricionista pondera, porém, que isso não significa que o uso de adoçantes deva ser demonizado ou proibido de forma generalizada.
Na prática clínica, conforme explica a professora, os adoçantes podem ser úteis na transição para hábitos mais saudáveis, no manejo glicêmico de pacientes diabéticos e em estratégias individualizadas de reeducação alimentar. O foco, defende Dra. Anne Karoline, deve estar na educação alimentar e não apenas na substituição de ingredientes.
A docente ressalta que a saúde metabólica envolve muito mais do que apenas retirar a sacarose; está relacionada à qualidade global da dieta, ao consumo de ultraprocessados, ao padrão alimentar, ao sono, à atividade física e à saúde intestinal. Retirar o açúcar da alimentação não garante por si só uma dieta saudável, e o excesso de alimentos ultraprocessados sem açúcar adicionado pode dificultar a construção de uma relação mais equilibrada com a comida.
Para quem busca saúde e qualidade de vida, a moderação continua sendo a principal recomendação, com escolhas alimentares individualizadas e orientação profissional quando necessário. Especialistas reforçam a necessidade de um olhar equilibrado sobre o assunto, lembrando que os resultados das pesquisas ainda estão sendo analisados pela comunidade científica.