Cidadania

Prefeitura de Aracaju investe em independência financeira para ajudar mulheres a romperem o ciclo da violência

Ação integrada visa diminuir a dependência econômica, principal fator que impede o rompimento de relacionamentos abusivos, segundo a Patrulha Maria da Penha

Equipe Corrivus
Publicado em 29/07/2026, às 22h16

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Resumo da matéria

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Patrulha Maria da Penha, tem ampliado as ações voltadas à inserção das mulheres assistidas no mercado de trabalho. O aplicativo S. O. S. Maria da Penha e o WhatsApp são utilizados para divulgar vagas de emprego e cursos de qualificação com foco no empreendedorismo. Atualmente, 44 mulheres são acompanhadas, e mais de 350 já receberam acompanhamento desde a criação da guarnição. A iniciativa busca reduzir a dependência financeira, apontada como principal fator que dificulta o rompimento de relacionamentos abusivos.

Prefeitura de Aracaju investe em independência financeira para ajudar mulheres a romperem o ciclo da violência

A iniciativa busca reduzir a dependência financeira, apontada como principal fator que dificulta o rompimento de relacionamentos abusivos. Crédito: Ronald Almeida/Secom Aracaju

A Prefeitura de Aracaju está ampliando as ações voltadas à inserção de mulheres assistidas pela Patrulha Maria da Penha no mercado de trabalho. Por meio do aplicativo S. O. S. Maria da Penha, são disponibilizadas vagas de emprego, que também são encaminhadas pelo WhatsApp, com o objetivo de reduzir a dependência financeira e ajudar as vítimas a romperem o ciclo da violência.

A iniciativa integra a atuação da Patrulha Maria da Penha (PMP) da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), vinculada à Secretaria Municipal da Segurança e Cidadania (SSM). Atualmente, 44 mulheres com medidas protetivas de urgência encaminhadas pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) são acompanhadas pela equipe. Desde a criação da guarnição, mais de 350 mulheres já receberam acompanhamento especializado.

Segundo a coordenadora da Patrulha, subinspetora Sabrina Smith, a dependência financeira é um dos principais fatores que dificultam o rompimento de relacionamentos abusivos. Ela explicou que muitas mulheres registram ocorrência, mas logo pensam em como sustentar a si mesmas e aos filhos. A dependência econômica é uma realidade que precisa ser enfrentada, e o acesso ao emprego busca oferecer condições para que elas reconstruam suas vidas com mais autonomia.

A Patrulha atua de forma integrada com a Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher), a Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), além de instituições públicas e empresas privadas. O banco de vagas do aplicativo é alimentado continuamente por esses parceiros, enquanto a equipe também realiza o envio das oportunidades pelo WhatsApp. Supermercados, farmácias, empresas, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público estão entre os parceiros.

Um dos desafios identificados é ampliar o uso da plataforma digital. Muitas mulheres utilizam o aplicativo apenas em situações de emergência e desconhecem a funcionalidade de empregabilidade. Nas visitas, a equipe mostra como acessar o aplicativo e consultar as vagas, para que percebam que a ferramenta pode ajudar na reconstrução da própria vida.

Além da intermediação para o mercado de trabalho, a Patrulha orienta as mulheres sobre programas sociais e benefícios assistenciais. Durante os atendimentos, são feitos encaminhamentos para acesso ao Cadastro Único, Bolsa Família, Auxílio Gás e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), quando cabível, especialmente para mães de crianças atípicas.

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