Saúde

Governo de SP inaugura complexo de Casas Terapêuticas em Santo André

Unidade terá até 45 vagas rotativas para homens em situação de rua com mais de 18 anos de idade.

Equipe Corrivus
Publicado em 18/10/2026, às 00h09

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Resumo da matéria

O Governo de São Paulo inaugurou nesta quinta-feira (15), em Santo André, um complexo de Casas Terapêuticas com capacidade para até 45 vagas rotativas. A unidade atenderá homens em situação de rua com mais de 18 anos de idade. A implantação recebeu R$ 200 mil do governo estadual. O acolhimento é estruturado em quatro fases e pode durar até dois anos, conforme avaliação da equipe técnica.

Governo de SP inaugura complexo de Casas Terapêuticas em Santo André

Com a entrega do novo complexo em Santo André, São Paulo passa a contar com 16 complexos em funcionamento. Crédito: Divulgação/Governo de SP

O Governo de São Paulo inaugurou nesta quinta-feira (15), em Santo André, no ABC, um complexo de Casas Terapêuticas com capacidade para até 45 vagas rotativas. A unidade atenderá homens em situação de rua com mais de 18 anos de idade. Com a entrega, o estado passa a contar com 16 complexos em funcionamento.

O Governo do Estado de São Paulo investiu R$ 200 mil na implantação do serviço. O custeio do novo complexo será de R$ 2,6 milhões por ano.

Criado na atual gestão, o serviço de Casas Terapêuticas é voltado ao enfrentamento dos transtornos causados pelo uso de substâncias psicoativas. O trabalho busca desenvolver potencialidades individuais e incentivar o retorno aos estudos e ao mercado de trabalho, até a conquista de autonomia, com renda e moradia.

O processo de acolhimento pode durar até dois anos, de acordo com a avaliação da equipe técnica. O acompanhamento é organizado em quatro fases — Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar — e respeita a trajetória e as necessidades de cada pessoa.

Na fase Acolher, um estudo de caso individualizado orienta a construção de uma rotina e o fortalecimento do autocuidado. Os acolhidos recebem apoio para retomar a higiene pessoal, os cuidados com as roupas e a organização do ambiente, além de desenvolver habilidades de convivência e comunicação.

A fase Despertar amplia as oportunidades de participação em atividades individuais e coletivas, como atendimentos terapêuticos e ações socioeducativas, culturais e de lazer. Também contempla o fortalecimento de habilidades sociais e o início da construção de projetos de vida individualizados.

Na etapa Transformar, o foco é o acompanhamento e a revisão dos projetos de vida. Os acolhidos são incentivados a retomar os estudos, desenvolver novas competências e buscar inserção ou reinserção no mercado de trabalho, respeitando suas particularidades e fortalecendo a autonomia e a reintegração social.

A fase Caminhar é dedicada à manutenção das conquistas alcançadas durante o processo. Nessa etapa, a pessoa passa a viver em uma nova moradia e busca consolidar a autonomia financeira, com o suporte da equipe interdisciplinar necessário à continuidade do cuidado.

Após a conclusão das quatro etapas, o acolhido continua sendo acompanhado pela equipe técnica por, no mínimo, seis meses. Esse acompanhamento busca prevenir recaídas, fortalecer a autonomia e apoiar a manutenção dos avanços obtidos durante o acolhimento.

O serviço conta com psicólogos, assistentes sociais, socioeducadores e nutricionistas, entre outros profissionais. O trabalho é desenvolvido em articulação com outros serviços públicos, especialmente das áreas de saúde, assistência social e educação. Essa integração permite acompanhar diferentes dimensões da trajetória de cada pessoa e ampliar as possibilidades de reinserção social.

A inauguração contou com a presença da secretária executiva de Desenvolvimento Social, Juliana Armede; do secretário de Desenvolvimento Social de Santo André, Eduardo Leite; e da coordenadora de reintegração social e projetos especiais pela Diretoria de Políticas Sobre Drogas (DPOD), Levilda Maria Jardim de Oliveira.

Juliana Armede avaliou que a entrega reafirma o compromisso do Governo do Estado de São Paulo com as pessoas que necessitam de acolhimento e cuidado. Segundo ela, o trabalho exige dedicação, respeito e perseverança e permite acompanhar a reconstrução de trajetórias, a recuperação da autonomia e o retorno ao convívio social com novas possibilidades de vida.

Para Levilda de Oliveira, o cuidado reconhece a dignidade individual e oferece condições para que as pessoas recuperem a confiança em si e no futuro. A coordenadora avaliou que as Casas Terapêuticas fortalecem uma política pública que vai além do acolhimento, ao criar oportunidades de recomeço, reconstrução de vínculos, recuperação da autonomia e retorno à vida em sociedade.

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