Doença de Creutzfeldt-Jakob: sintomas e diagnóstico da DCJ
Diagnóstico pode envolver ressonância magnética, eletroencefalograma, análise do líquor e testes específicos como o RT-QuIC.
Resumo da matéria
A investigação da DCJ pode reunir diferentes exames neurológicos, incluindo ressonância magnética, eletroencefalograma e análise do líquido cefalorraquidiano. A doença pode evoluir rapidamente e, até o momento, não há cura nem tratamento que interrompa sua progressão.
Lito Sousa Crédito: Reprodução
A identificação da DCJ depende de uma investigação neurológica criteriosa, já que as manifestações iniciais podem se confundir com as de outras doenças. Segundo a biomédica Alice, a avaliação pode incluir ressonância magnética do cérebro, eletroencefalograma e análise do líquido cefalorraquidiano.
Entre os recursos mais específicos está o RT-QuIC, teste que pode contribuir para detectar alterações associadas aos príons e tornar o diagnóstico mais preciso.
Mesmo com os avanços nos métodos de investigação, ainda não há cura para a DCJ nem terapia capaz de interromper o avanço da doença. Os cuidados se concentram no controle das manifestações, no conforto, na assistência paliativa e no suporte ao paciente e à família.
Os sinais podem atingir tanto funções cognitivas quanto motoras. Perda de memória, dificuldade de raciocínio e alterações de comportamento estão entre as manifestações possíveis. Também podem ocorrer comprometimento do equilíbrio e da coordenação, mudanças na visão e mioclonias, que são movimentos involuntários.
À medida que o quadro progride, podem aparecer limitações para caminhar, falar, engolir e executar tarefas antes presentes na rotina.
Alice destaca ainda que a DCJ evidencia como uma mudança na estrutura de uma proteína pode desencadear uma sequência de eventos ligada a uma neurodegeneração extremamente rápida. Para a biomédica, a ausência de um tratamento capaz de modificar o curso da doença demonstra a necessidade de novos avanços na pesquisa científica.