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Curso 1.000 Mulheres terá nova turma em Santo André de 23 a 30 de outubro

Formação será no Cras do Parque Andreense, das 13h30 às 16h30; inscrições podem ser feitas pela internet.

Equipe Corrivus
Publicado em 18/10/2026, às 23h01

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Resumo da matéria

A próxima turma do curso 1.000 Mulheres acontecerá de 23 a 30 de outubro, das 13h30 às 16h30, no Cras do Parque Andreense, em Santo André. A formação integra um dos eixos do Circuito Mulheres Empreendedoras, em parceria com o Sebrae. Com 32 horas-aula em dois ciclos, o curso aborda empoderamento, habilidades socioemocionais e gestão de negócios. As inscrições podem ser feitas pelo Portal do Empreendedor.

Curso 1.000 Mulheres terá nova turma em Santo André de 23 a 30 de outubro

Circuito Mulheres Empreendedoras busca fortalecer o empreendedorismo feminino em Santo André com capacitação e orientação. Crédito: Alex Cavanha

A próxima turma do curso 1.000 Mulheres, oferecido em um dos eixos do Circuito Mulheres Empreendedoras, acontecerá de 23 a 30 de outubro, das 13h30 às 16h30, no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do Parque Andreense, em Santo André. As inscrições podem ser feitas pelo endereço https://www3.santoandre.sp.gov.br/portaldoempreendedor/index.php/capacite-se/circuito-mulheres-empreendedoras/.

O Circuito Mulheres Empreendedoras é um programa da Prefeitura de Santo André que busca impulsionar o empreendedorismo feminino com capacitação, orientação e inspiração. A iniciativa é realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), por meio do programa Sebrae Delas - 1.000 Mulheres, a Secretaria de Assistência Social, o Núcleo Especial de Políticas para as Mulheres e a Escola de Ouro Andreense.

A proposta é fomentar e profissionalizar práticas empresariais, valorizando competências, comportamentos e habilidades das empreendedoras. O programa busca oferecer estrutura para que elas obtenham uma fonte segura de renda, com perspectiva de crescimento.

Com 32 horas-aula divididas em dois ciclos, o curso 1.000 Mulheres visa transformar a vida de mulheres que desejam protagonizar a própria história. A primeira etapa trabalha empoderamento e habilidades socioemocionais, com reflexões sobre trajetória, sonhos e capacidade de realização. A formação articula conhecimento técnico, confiança e protagonismo, estimulando as participantes a reconhecerem sua importância.

No segundo ciclo, as participantes recebem informações sobre empreendedorismo, marketing, marketing digital, finanças e formalização, com o objetivo de tornar mais eficiente a gestão dos pequenos negócios.

Necessidade financeira, falta de conhecimento técnico, medo de errar, insegurança e baixa autoestima estão entre as dificuldades enfrentadas pelas empreendedoras. Uma das professoras do Circuito, Elisangela Masseti, observa em sua experiência mulheres que começam a empreender por necessidade, a partir de habilidades que já possuem, como fazer bolos, e passam a estruturar a atividade com apoio, incentivo e qualificação.

Para Elisangela, a formação transforma improviso em gestão, e um negócio que gera renda oferece liberdade de escolha às mulheres que precisam de autonomia financeira, principalmente às mães solo. A professora considera a precificação de produtos ou serviços um ponto central do negócio próprio e defende que as empreendedoras aprendam a planejar, monetizar nas redes sociais, cuidar das finanças e controlar entradas e saídas para decidir com segurança.

A proprietária da Bella Encant, Joelma Aparecida de Oliveira Rui, considera os cursos fundamentais para a sobrevivência de seu negócio, que oferece organização e decoração de festas a preços acessíveis. Após 20 anos de trabalho na Vila Luzita, ela via a procura pelo serviço de decoração de festas cair.

Há cerca de um ano, Joelma foi aconselhada a buscar qualificação e decidiu fazer todos os cursos aos quais tivesse acesso, principalmente o do Circuito Mulheres Empreendedoras, ligado ao Sebrae Delas. Segundo a empreendedora, a formação ajudou a compreender a queda nas vendas e a identificar formas de revertê-la, como o uso das redes sociais. Ela relata que tinha um bloqueio com o marketing digital, hoje uma de suas maiores fontes de clientes.

Joelma também conta que estava sem atividade e passou por uma mudança com os estudos. Para se dedicar à formação, reduziu o tempo com as filhas, com a intenção de garantir o futuro que deseja para si e para elas.

O prefeito Gilvan Ferreira afirma que pretende ampliar as condições para que as mulheres transformem habilidades e ideias em renda, conquistem autonomia financeira e melhorem o próprio futuro e o de suas famílias. Segundo ele, por meio do Circuito Andreense de Empreendedorismo, são oferecidas capacitação, orientação e ferramentas práticas para que as empreendedoras planejem, organizem e fortaleçam seus negócios.

Na avaliação do prefeito, investir no empreendedorismo feminino é investir no desenvolvimento econômico da cidade, na criação de oportunidades e empregos e na realização de sonhos.

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