Saúde

Ribeirão Preto passa a rastrear diabetes em adultos sem sintomas a partir dos 35 anos

Novo guia da Secretaria Municipal da Saúde também reduz de duas horas para uma a duração do teste de tolerância oral à glicose.

Equipe Corrivus
Publicado em 05/11/2026, às 23h36

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Resumo da matéria

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, passou a rastrear diabetes em adultos sem sintomas a partir dos 35 anos, ante os 40 da orientação anterior. A mudança integra o novo Guia Rápido de Diabetes Mellitus, lançado neste Novembro Azul. Sem atualização desde 2021, o documento revê diagnóstico e tratamento e reduz de duas horas para uma o teste de tolerância oral à glicose.

Ribeirão Preto passa a rastrear diabetes em adultos sem sintomas a partir dos 35 anos

Novo Guia Rápido de Diabetes Mellitus atualiza procedimentos de diagnóstico e tratamento em Ribeirão Preto. Crédito: Prefeitura de Ribeirão Preto

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, passou a rastrear diabetes em pessoas mais jovens. A partir de agora, adultos sem sintomas da doença devem ser testados a partir dos 35 anos, em vez dos 40 previstos na orientação anterior. A mudança integra o novo Guia Rápido de Diabetes Mellitus, lançado pela Secretaria neste Novembro Azul.

O documento, que não recebia atualização desde 2021, revisa procedimentos de diagnóstico e tratamento do diabetes nas unidades de saúde da cidade. Entre as mudanças estão a redução do tempo do teste de tolerância oral à glicose e a substituição gradual da insulina NPH pela glargina.

Segundo o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a expectativa é que a antecipação do rastreio em cinco anos permita identificar mais pacientes antes do avanço da doença e reduzir complicações renais, de visão e cardiovasculares.

O teste de tolerância oral à glicose, que mede a reação do organismo ao açúcar após a ingestão de uma solução adoçada, teve a duração reduzida de duas horas para uma. Na avaliação da Secretaria Municipal da Saúde, a redução do tempo não compromete o resultado, e a nova versão tem maior sensibilidade para identificar alterações metabólicas precocemente, além de manter o paciente por menos tempo na unidade.

O guia também estabelece que a solução açucarada não deve ser administrada quando a glicemia do paciente, medida por uma gota de sangue antes do teste, estiver acima de 150 mg/dL. A medida busca evitar a sobrecarga do metabolismo de quem já apresenta glicose elevada.

No tratamento de pessoas com diabetes dependentes de insulina, a rede substitui gradualmente a NPH pela glargina. Nesta primeira etapa, a troca é destinada a crianças e adolescentes de 2 a 18 anos com diabetes tipo 1 e a idosos a partir de 70 anos com diabetes tipo 1 ou 2. Os demais pacientes deverão ser incluídos nas etapas seguintes.

A glargina é uma insulina de ação lenta, aplicada uma vez ao dia, enquanto a NPH pode exigir duas ou três aplicações diárias. A glargina reduz o risco de picos de açúcar no sangue e de hipoglicemia, especialmente durante a noite.

O documento recomenda ainda yoga, meditação, tai chi chuan, acupuntura e auriculoterapia como práticas complementares para auxiliar no controle da doença. Essas práticas estão associadas à melhora do controle da glicemia e à redução da gordura corporal e do estresse.

A enfermeira Adrielen Calixto, responsável pelo setor de atenção às doenças crônicas não transmissíveis da Secretaria, explica que as novas medidas visam ampliar o diagnóstico precoce e contribuem para evitar e diminuir complicações do diabetes. Na avaliação dela, a atualização aproxima o município das diretrizes nacionais mais recentes de cuidado do diabetes e garante assistência adequada às pessoas.

Durante o Novembro Azul, a rede municipal intensifica a busca por pacientes do sexo masculino nas consultas de rotina. Godinho explica que esses pacientes costumam procurar menos as unidades de saúde e recebem diagnósticos de doenças crônicas mais tardiamente.

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