Saúde

Ministério da Saúde assinou ordem para novo bloco do HU-UFRR

Investimento federal na obra é de R$ 70 milhões; bloco terá seis salas cirúrgicas e leitos de UTI.

Equipe Corrivus
Publicado em 29/09/2026, às 09h13

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Resumo da matéria

O Ministério da Saúde assinou, na segunda-feira (28), ordem de serviço para a construção do Bloco C do Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR). O investimento federal é de R$ 70 milhões. O bloco terá seis salas cirúrgicas e leitos de unidade de terapia intensiva, ampliando a capacidade de atendimento de alta complexidade pelo SUS em Roraima. A obra será executada pela HU Brasil. O HU-UFRR é o primeiro hospital universitário do estado e conta com a Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas, com leitos redários e espaços para práticas culturais.O Ministério da Saúde assinou, na segunda-feira (28), ordem de serviço para a construção do Bloco C do Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR). O investimento federal é de R$ 70 milhões. O bloco terá seis salas cirúrgicas e leitos de unidade de terapia intensiva, ampliando a capacidade de atendimento de alta complexidade pelo SUS em Roraima. A obra será executada pela HU Brasil. O HU-UFRR é o primeiro hospital universitário do estado e conta com a Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas, com leitos redários e espaços para práticas culturais.

Ministério da Saúde assinou ordem para novo bloco do HU-UFRR

Construção do Bloco C do HU-UFRR terá investimento federal de R$ 70 milhões e execução pela HU Brasil. Crédito: Gustavo Glória/MS

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, e a secretária de Saúde Indígena da pasta, Lucinha Tremembé, assinaram na segunda-feira (28) a ordem de serviço para a construção do Bloco C do Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima (HU-UFRR). O investimento federal na obra é de R$ 70 milhões, com execução pela HU Brasil (Hospitais Universitários Federais).

Segundo Massuda, o novo bloco terá seis salas cirúrgicas, leitos de unidade de terapia intensiva e capacidade para realizar procedimentos de alta complexidade. A ampliação aumentará a capacidade de atendimento do hospital, que atualmente conta com 128 leitos, sendo 36 destinados à população indígena.

Adriano Massuda avaliou que a ampliação do HU-UFRR trará mais leitos e maior capacidade resolutiva. Lucinha Tremembé afirmou que a ampliação fortalece o acesso à atenção especializada e amplia a possibilidade de oferecer assistência equânime, com qualidade e acolhimento adequado às especificidades socioculturais dos povos indígenas.

O Ministério da Saúde também está adquirindo um novo tomógrafo para o HU-UFRR, com chegada prevista para o primeiro semestre de 2027. O equipamento substituirá o aparelho atual, pertencente ao governo estadual, e reforçará a capacidade de realização de exames de imagem na própria unidade.

O HU-UFRR é o primeiro hospital universitário de Roraima e recebe pessoas de cerca de 13 etnias, incluindo pacientes provenientes da Guiana e da Venezuela. O hospital conta com a Unidade de Retaguarda Hospitalar dos Povos Indígenas, que oferece acolhimento e assistência diferenciados, respeitando as especificidades culturais dessa população. A estrutura inclui leitos redários e espaços destinados às práticas culturais indígenas.

Entre abril de 2025 e julho de 2026, o HU-UFRR registrou 2.056 internações, das quais 572 foram de pacientes indígenas. Entre novembro de 2025 e julho de 2026, foram atendidos 2.846 pacientes no atendimento ambulatorial, sendo 355 indígenas. O hospital também participa de mutirões articulados pela HU Brasil e pelo Ministério da Saúde para pacientes encaminhados pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e pelas Casas de Saúde Indígena (CASAIs).

Em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, Adriano Massuda visitou as obras do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). A construção conta com investimento de R$ 2,145 milhões e está com 92% de execução física. A conclusão está prevista para 1º de outubro de 2026. O serviço foi habilitado pelo Ministério da Saúde por meio da Portaria GM/MS nº 4.089, de 28 de maio de 2024. Segundo o Ministério da Saúde, o CAPS deve fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial em uma região marcada pela intensa circulação de pessoas.

O Projeto Saúde nas Fronteiras, executado pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), conta com 38 profissionais em Boa Vista e Pacaraima. Desde agosto de 2025, as equipes realizaram 41.925 atendimentos individuais de atenção primária, além de 861 teleatendimentos registrados desde outubro de 2025. O investimento previsto no projeto é de R$ 5,66 milhões.

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