Saúde

Boa Vista amplia monitoramento do Aedes aegypti com ovitrampas

Prefeitura instalou 200 armadilhas em 14 bairros para monitorar o mosquito.

Equipe Corrivus
Publicado em 06/09/2026, às 15h30

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Resumo da matéria

A Prefeitura de Boa Vista avançou para uma nova etapa de monitoramento do Aedes aegypti com ovitrampas. Foram implantadas 200 armadilhas em 14 bairros, e equipes da UVCZ já iniciaram a retirada e análise das palhetas. Após a contagem no laboratório da UVCZ, o material será encaminhado à Fiocruz para análise específica e teste de resistência ao inseticida. Os resultados ajudarão a prefeitura a mapear locais com maior infestação e definir estratégias de controle.

Boa Vista amplia monitoramento do Aedes aegypti com ovitrampas

Boa Vista avança no monitoramento do Aedes aegypti com análise de ovos coletados em ovitrampas. Crédito: Diane Sampaio/PMBV

A Prefeitura de Boa Vista avançou para uma nova etapa do monitoramento do Aedes aegypti com o uso de ovitrampas, estratégia iniciada em agosto e que envolve 200 armadilhas distribuídas em 14 bairros. As equipes da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) iniciaram a retirada e análise das palhetas, onde os mosquitos depositaram os ovos. A contagem desses ovos é feita no laboratório da UVCZ.

Após a contagem, o material será encaminhado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para análise específica. De acordo com o coordenador da UVCZ, Greiner Costa, na Fiocruz serão feitos testes de resistência ao inseticida indicado pelo Ministério da Saúde para verificar o nível de resistência do mosquito. Essas informações ajudarão a prefeitura a mapear os locais com maior índice de infestação e definir estratégias de controle adequadas para cada área.

Entre as novas metodologias estão as estações disseminadoras de larvicida, que utilizam o próprio comportamento da fêmea do Aedes. Ao entrar em contato com a estação para colocar os ovos, a fêmea fica impregnada com larvicida e pode transportar a substância para outros recipientes, afetando o desenvolvimento das larvas e reduzindo a possibilidade de novos mosquitos.

A participação dos moradores continua fundamental. A população deve manter quintais e áreas externas limpas, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir o acesso dos agentes aos terrenos. Os profissionais estão sempre devidamente identificados durante as visitas.

Valdete Marques Lima, moradora do bairro Cidade Satélite há sete anos, aceitou receber uma ovitrampa em casa. Ela relata que os agentes explicaram que a armadilha era um meio de cuidado diante do aumento de casos no bairro. Ela abre o portão e recebe os agentes, que sempre orientam sobre o cuidado com acúmulo de água em plantas.

A escolha das regiões que receberam as ovitrampas considerou a ocorrência de casos prováveis de arboviroses como dengue, zika e chikungunya e o cenário epidemiológico. A estratégia integra ações permanentes de prevenção e controle de arboviroses em Boa Vista.

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