Saúde

Telemedicina reduz espera no PACS para média de 4min32s

Serviço realizou 148 teleconsultas no primeiro mês com resolutividade de 95,27%.

Equipe Corrivus
Publicado em 14/09/2026, às 22h54

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Resumo da matéria

A telemedicina implantada no Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Hospital Moinhos de Vento reduziu o tempo médio de espera para 4 minutos e 32 segundos no primeiro mês do serviço. Foram realizadas 148 teleconsultas entre 4 de agosto e 2 de setembro, com resolutividade de 95,27%. A equipe de enfermagem fez 237 ligações de busca ativa, e 97,7% dos pacientes que responderam ao telemonitoramento relataram adesão completa ao tratamento. A nota média da experiência foi 9,1 em escala de 0 a 10. A modalidade atende pacientes classificados como azuis e verdes, que podem ter espera presencial de até 4 horas.

Telemedicina reduz espera no PACS para média de 4min32s

Telemedicina no PACS registrou espera média de 4 minutos e 32 segundos no primeiro mês do serviço. Crédito: Ilustração

A implantação da telemedicina no Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS) registrou tempo médio de 4 minutos e 32 segundos entre a classificação de risco e o início da consulta médica para pacientes classificados como azuis e verdes pelo Protocolo de Manchester no primeiro mês do serviço. A modalidade foi implantada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em parceria com o Hospital Moinhos de Vento.

Entre 4 de agosto e 2 de setembro, foram realizadas 148 teleconsultas, com resolutividade de 95,27%. O tempo médio de cada atendimento remoto foi de 9 minutos e 2 segundos. Pacientes classificados como azuis e verdes podem ter indicação de espera de até quatro horas para atendimento presencial, conforme a prioridade clínica.

No período analisado, a estimativa acumulada de tempo de permanência presencial evitado chegou a 472 horas, equivalente a 19 dias e 16 horas. O cálculo considera o tempo que esses pacientes deixaram de permanecer no fluxo convencional ao serem atendidos pela modalidade remota. A estratégia também contribui para liberar a equipe presencial para os pacientes que necessitam de atendimento mais urgente.

Entre os usuários atendidos, 56,5% eram mulheres e 43,5% homens. A faixa etária de 18 a 29 anos concentrou 58 teleconsultas, enquanto pacientes de 30 a 39 anos somaram 32 atendimentos. Entre os diagnósticos mais frequentes estavam infecções agudas das vias aéreas superiores e inferiores, dor lombar, dor de cabeça, diarreia e gastroenterite.

A equipe de enfermagem realizou 237 ligações de busca ativa para acompanhamento dos pacientes. Entre aqueles que responderam ao telemonitoramento, 97,7% relataram adesão completa ao tratamento indicado. A experiência dos pacientes recebeu nota média de 9,1 em uma escala de 0 a 10.

Kauê Silva da Costa, de 18 anos, procurou o serviço com dor de cabeça constante e avaliou o atendimento como rápido e semelhante a uma consulta presencial. O secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, afirmou que a telemedicina permite reduzir o tempo de espera de pacientes que podem ser atendidos com segurança pela modalidade e contribui para que as equipes presenciais concentrem o atendimento nos casos mais graves. A superintendente de Estratégia e Mercado do Hospital Moinhos de Vento, Melina Moraes Schuch, destacou a experiência da instituição em telemedicina e a parceria no atendimento pelo SUS.

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