Economia

Economia do RS avança 3,3% no primeiro semestre de 2026

Agropecuária liderou o avanço no semestre, enquanto indústria e serviços também registraram crescimento na comparação anual.

Equipe Corrivus
Publicado em 13/09/2026, às 17h48

Compartilhar:
Resumo da matéria

O PIB do Rio Grande do Sul cresceu 3,3% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo DEE em convênio com o IBGE. No segundo trimestre, a economia gaúcha avançou 0,2% frente ao trimestre anterior e 5,7% na comparação anual. A agropecuária destacou-se com alta de 6,6% no trimestre, impulsionada pela recuperação da safra. A indústria cresceu 0,2% e os serviços, 0,4% no período.

Economia do RS avança 3,3% no primeiro semestre de 2026

Agropecuária, indústria e serviços contribuíram para o crescimento da economia do Rio Grande do Sul no primeiro semestre de 2026. Crédito: Ilustração

O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul cresceu 3,3% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com o Departamento de Economia e Estatística (DEE), responsável pela elaboração dos números oficiais em convênio com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre abril e junho, o PIB gaúcho avançou 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano e registrou alta de 5,7% na comparação com o segundo trimestre de 2025. No mesmo período, o PIB do Brasil subiu 0,5% e, na comparação com o segundo trimestre de 2025, teve alta de 2,0%. No acumulado do primeiro semestre, o PIB nacional cresceu 1,9%.

Na agropecuária, o desempenho do segundo trimestre foi impulsionado pela recuperação da safra em relação a 2025, quando a produção foi afetada pela estiagem. O setor cresceu 6,6% entre abril e junho e 19,7% no primeiro semestre. A soja, principal cultura do segmento, apresentou alta de 34,4% na quantidade produzida, embora a área plantada tenha sido reduzida em 1,3%. O milho registrou crescimento de 21,8% na produção e 16,1% na área cultivada. Já o arroz teve retração de 10,2% na quantidade produzida.

A indústria avançou 2,0% no primeiro semestre e 0,2% no segundo trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o setor cresceu 1,8%, com destaque para a indústria de transformação, que subiu 3,2%. Oito das 14 atividades avaliadas registraram alta, entre elas produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (25,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (24,4%) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (22,9%). Por outro lado, máquinas e equipamentos caíram 20,8%, couro e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados recuaram 5,4% e produtos de borracha e material plástico tiveram queda de 3,5%.

Nos serviços, o crescimento foi de 1,1% no primeiro semestre e 0,4% no segundo trimestre. Na comparação anual, o setor avançou 1,1%, com o comércio crescendo 1,3% e avançando em oito das dez áreas avaliadas. Entre os destaques positivos estão outros artigos de uso pessoal e doméstico (14,8%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (3,2%).

Os indicadores são produzidos e divulgados trimestralmente, após a publicação do PIB nacional pelo IBGE.

Compartilhar: