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Feira Bem Vestida chega pela primeira vez a Porto Alegre com 25 expositores

Edição pocket acontece nos dias 20 e 21 de agosto no Espaço Coworking JP, com brechós, peças vintage e ações de upcycling

Equipe Corrivus
Publicado em 20/08/2026, às 19h37

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Resumo da matéria

A Feira Bem Vestida, iniciativa de moda circular do Vale dos Sinos, chega pela primeira vez a Porto Alegre nos dias 20 e 21 de agosto, no Espaço Coworking JP do Shopping João Pessoa. Com 25 expositores, o evento reúne brechós e projetos de economia criativa, além da exposição “O que fazemos com o que sobra?”, da figurinista Amanda Andressa, e uma intervenção de upcycling com a alfaiate Sandra Colares. A feira funciona das 10h às 19h, com entrada gratuita.

Feira Bem Vestida chega pela primeira vez a Porto Alegre com 25 expositores

Feira Bem Vestida reúne brechós e moda circular em Porto Alegre Crédito: Shopping João Pessoa

A Feira Bem Vestida, projeto de moda circular que surgiu no Vale dos Sinos, chega pela primeira vez a Porto Alegre nos dias 20 e 21 de agosto. O evento acontece no Espaço Coworking JP, no Shopping João Pessoa, e reúne 25 expositores entre brechós e iniciativas de economia criativa.

Com nove anos de atuação, a feira já passou por municípios como Novo Hamburgo e São Leopoldo antes de desembarcar na Capital. Nesta edição pocket, o público poderá garimpar peças vintage e trabalhos de reaproveitamento, customização e upcycling, das 10h às 19h.

Além das bancas, a programação inclui a exposição "O que fazemos com o que sobra?", da figurinista e pesquisadora em Neuromoda Amanda Andressa. Instalada no segundo andar do shopping, a mostra usa um manequim vestido com peças reaproveitadas para provocar reflexão sobre excesso, descarte têxtil e o ciclo de vida das roupas.

Durante a feira, Amanda também apresenta uma intervenção criada em parceria com a alfaiate Sandra Colares: uma peça de alfaiataria produzida a partir de 12 peças de jeans já existentes, em um processo de upcycling que transforma sobras em nova criação. "A moda não precisa deixar de existir, mas precisa encontrar formas mais conscientes e circulares de continuar existindo", explica Amanda.

Segundo a idealizadora Cláudia Sá, o projeto busca quebrar o preconceito contra a compra de roupas usadas e incentivar o desapego, entendendo que o brechó também é um negócio. Dados obtidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a indústria da moda é responsável por cerca de 10% das emissões de carbono do planeta, chegando a 20% do desperdício de água mundial em sua fabricação.

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