Economia

DEE publica caderno com indicadores do ODS 1 no RS

Publicação analisa pobreza monetária, multidimensional e acesso a serviços básicos de 2015 a 2025.

Equipe Corrivus
Publicado em 20/09/2026, às 19h28

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Resumo da matéria

O Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), elaborou o Caderno ODS Erradicação da pobreza: o ODS 1 no Rio Grande do Sul – 2015-2025. O estudo, de Felipe Nathan Ferreira dos Santos, com revisão técnica de Raul Luís Assumpção Bastos, reúne indicadores de pobreza monetária e multidimensional, proteção social, serviços básicos e exposição a desastres. Em 2025, 1,7% da população gaúcha estava abaixo da linha internacional de extrema pobreza de US$ 3 por pessoa ao dia, ante 4,3% no Brasil. As enchentes de maio de 2024 atingiram 478 dos 497 municípios do Estado, com aproximadamente 2,4 milhões de pessoas diretamente afetadas, 183 mortes e mais de 50 mil desabrigados.

DEE publica caderno com indicadores do ODS 1 no RS

Estudo do DEE aponta que 1,7% da população gaúcha estava abaixo da linha internacional de extrema pobreza em 2025. Crédito: Governo Rio Grande do Sul

O Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), elaborou o Caderno ODS Erradicação da pobreza: o ODS 1 no Rio Grande do Sul – 2015-2025. A publicação acompanha indicadores do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 da Organização das Nações Unidas (ONU), relacionados à pobreza monetária e multidimensional, proteção social, acesso a serviços básicos e exposição a desastres. A autoria é do pesquisador Felipe Nathan Ferreira dos Santos, com revisão técnica de Raul Luís Assumpção Bastos.

No Rio Grande do Sul, a proporção da população com rendimento domiciliar per capita inferior à linha internacional de extrema pobreza — renda abaixo de US$ 3,00 por pessoa ao dia, em valores ajustados pela Paridade do Poder de Compra de 2021 — foi de 1,7% em 2025. O percentual no Brasil ficou em 4,3% no mesmo ano. Se os valores provenientes de programas sociais governamentais fossem excluídos da renda domiciliar, a taxa gaúcha seria de 4,5% e a brasileira de 10,7%.

Pela linha nacional, que considera rendimento domiciliar per capita de até R$ 218 mensais, a proporção no Estado passou de 1,8% em 2015 para 1,4% em 2024. Já na faixa entre um quarto e meio salário mínimo, o percentual passou de 12,9% para 9% no mesmo período.

Em 2025, a proporção de pessoas abaixo da linha internacional de extrema pobreza foi de 1,8% entre as mulheres e 1,6% entre os homens no Rio Grande do Sul. Por cor ou raça, o percentual foi de 2,2% entre pretos e pardos e de 1,6% entre brancos. Na divisão por localização do domicílio, a taxa foi de 1,2% na área rural e de 1,8% na urbana. Entre 2015 e 2020, a incidência foi maior no meio rural, mas, a partir de 2021, os percentuais urbanos superaram os rurais.

No Cadastro Único, as mulheres representavam 57,6% dos cadastrados no Rio Grande do Sul em 2025. Quanto à cor ou raça, 76,1% eram brancos, enquanto pretos e pardos correspondiam a 23%, ante 19% em 2015. A participação de pessoas com deficiência entre os cadastrados no Estado passou de 3,9% em 2015 para 12,8% em 2025; no Brasil, o indicador passou de 2,4% para 8,1% no mesmo intervalo.

Em relação à proteção social, 77,1% da população ocupada de 14 anos ou mais no Rio Grande do Sul contribuía para instituto de previdência em 2025, ante 65,6% no Brasil. Entre beneficiários do Bolsa Família no Estado, cerca de dois terços dos domicílios dispunham de esgotamento por rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede em 2025.

O percentual de moradores do Rio Grande do Sul em domicílios com utilização da internet passou de 78,8% em 2016 para 97,1% em 2025.

No indicador que considera mortes, pessoas desaparecidas e diretamente afetadas por desastres, o Rio Grande do Sul registrou 7.220,2 por 100 mil habitantes em 2024. O relatório relaciona esse resultado às enchentes de maio daquele ano. Segundo dados do IBGE reunidos no estudo, 478 dos 497 municípios gaúchos foram afetados, com aproximadamente 2,4 milhões de pessoas diretamente atingidas, 183 mortes, 27 desaparecimentos, 806 pessoas feridas, cerca de 146 mil desalojadas e mais de 50 mil desabrigadas.

No indicador sobre estratégias locais de redução de risco de desastres, a proporção de governos municipais do Rio Grande do Sul que adotavam essas medidas passou de 23,1% em 2013 para 56,7% em 2020. No Brasil, os percentuais foram de 23,1% e 47%, respectivamente.

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