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Queijeira de São Pedro, no RN, conquista registro estadual e Selo Feito Potiguar

Micarla Fernandes recebeu o registro estadual da queijeira e o Selo Feito Potiguar; a regularização dos produtos ainda é uma nova etapa.

Equipe Corrivus
Publicado em 11/10/2026, às 15h37

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Resumo da matéria

A mestra queijeira Micarla Fernandes recebeu o registro estadual de seu estabelecimento e o Selo Feito Potiguar na sexta-feira (9), primeiro dia da 64ª Festa do Boi. Concedido pelo Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn), o registro abrange a área de produção da queijeira; a regularização dos produtos ainda constitui uma nova etapa. Micarla conduz a Fazenda Lima, em São Pedro, ao lado do marido, Rassio Henrique, e processa cerca de 80 litros de leite por dia para fabricar queijos. Ela é a criadora do queijo maturado no café Jaçanã, que conquistou o título de Superouro no Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados de 2025. Segundo estimativas da Empreleite, o Rio Grande do Norte tem mais de 300 queijeiras em atividade, das quais 62 são legalizadas. Entre as legalizadas, 15 possuem registro específico para produção artesanal.

Queijeira de São Pedro, no RN, conquista registro estadual e Selo Feito Potiguar

O registro estadual concedido pelo Idiarn à queijeira de Micarla Fernandes abrange a área de produção do estabelecimento. Crédito: Divulgação

A mestra queijeira Micarla Fernandes recebeu, na sexta-feira (9), primeiro dia da 64ª Festa do Boi, o registro estadual de seu estabelecimento queijeiro e o Selo Feito Potiguar. Concedido pelo Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn), o registro abrange a área de produção da queijeira. A regularização dos produtos é a próxima etapa do trabalho.

Associada à Associação dos Empreendedores de Leite (Empreleite), Micarla conduz a Fazenda Lima, em São Pedro, ao lado do marido, Rassio Henrique. Ela já havia obtido o certificado de propriedade livre de brucelose e tuberculose, que atesta as condições sanitárias do rebanho.

Micarla investe na fabricação de queijos artesanais há cinco anos. A atividade começou para agregar valor à produção de leite da família, conduzida pelo pai, João da Silva. Hoje, ela processa cerca de 80 litros de leite por dia para fabricar queijos e ampliou a variedade de produtos ao longo dos anos.

Entre as criações está o queijo maturado no café Jaçanã, que conquistou o título de Superouro no Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados de 2025. A produção inclui queijos maturados no café e no vinho, além de outras variedades com períodos de maturação de 60 a 180 dias. Queijo de coalho, ricota e manteiga da terra também fazem parte do portfólio.

Para Micarla, a iniciativa combina tradição e inovação. Ela relata que, desde o início da produção, há cinco anos, os envolvidos buscaram conhecimento e adquiriram maturidade de negócio. A mestra queijeira considera o registro do estabelecimento uma nova etapa na regularização e o resultado de anos de trabalho.

Na avaliação dela, a conquista demonstra que é possível produzir de forma artesanal com seriedade, qualidade e segurança alimentar. Micarla reconhece, porém, que ainda há etapas a cumprir para regularizar os produtos e aprimorar a produção.

A Fazenda Lima também recebeu, na Festa do Boi, o Selo Feito Potiguar. A iniciativa do Sebrae/RN identifica produtos elaborados por empresas registradas no Rio Grande do Norte, com matéria-prima potiguar ou fabricação integral no estado. O selo busca valorizar a produção local e facilitar o reconhecimento da origem dos produtos pelo consumidor.

A regularização das queijeiras artesanais é uma das principais pautas da Empreleite, fundada em 2022 com apoio do Sebrae/RN. Segundo estimativas da associação, o Rio Grande do Norte tem mais de 300 queijeiras em atividade, das quais 62 são legalizadas: 61 pelo sistema estadual de inspeção e uma pelo municipal.

Entre as queijeiras legalizadas, 15 possuem registro específico para produção artesanal, sendo 14 no âmbito estadual e uma no municipal, também conforme estimativas da Empreleite. A associação defende a criação e o fortalecimento dos serviços de inspeção municipais para ampliar o acesso dos pequenos produtores à regularização.

O presidente da Empreleite, Marinho de Sousa, avalia que os números de regularização contrastam com a importância da atividade artesanal no estado e evidenciam o desafio de ampliar a formalização do setor. Ele aponta a Fazenda Lima como exemplo de conquista individual com significado coletivo para quem trabalha com queijo artesanal no Rio Grande do Norte.

Segundo Marinho, a regularização oferece segurança a produtores, comerciantes e consumidores. Ele afirma que cumprir as exigências e obter o registro dá à queijeira mais condições de desenvolver a atividade e acessar novos mercados.

Micarla relata que as dificuldades compartilhadas levaram os produtores a unir forças, primeiro no núcleo e depois na associação, para buscar soluções, trocar experiências e avançar na regularização. Para ela, a obtenção do registro por um produtor pode abrir caminho para outros que trabalham pela formalização da produção.

A Empreleite está presente na 64ª Festa do Boi até o próximo dia 17, com uma loja colaborativa na Rua Alecrim, em frente ao Restaurante Targino.

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