Liga do RN lidera projeto nacional de câncer com 98 pacientes e 75% das inclusões do Nordeste
Instituição incluiu 98 pacientes entre 2024 e 2026, representando 75% das inclusões no Nordeste e 19,5% do total nacional.
Resumo da matéria
A Liga Norte Riograndense Contra o Câncer liderou a inclusão de pacientes no projeto Onco-Genomas Brasil, com 98 pacientes entre 2024 e 2026, representando 75% das inclusões no Nordeste e 19,5% do total nacional. O projeto é coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento e vinculado ao PROADI-SUS do Ministério da Saúde. Em 2025, o centro de pesquisa da Liga ficou em 6º lugar entre centros de pesquisa clínica selecionados para ensaios clínicos no Brasil, conforme Relatório Anual da Anvisa publicado em maio de 2026. Os dados do projeto podem subsidiar a incorporação de testes genéticos ao SUS, contribuir para a formação de equipes e para a definição de estratégias terapêuticas mais direcionadas, além de orientar avaliação de familiares e rastreamento.
Liga Norte Riograndense Contra o Câncer incluiu 98 pacientes no projeto Onco-Genomas Brasil entre 2024 e 2026. Crédito: Divulgação
A Liga Norte Riograndense Contra o Câncer lidera a inclusão de pacientes no projeto Onco-Genomas Brasil, coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento e vinculado ao PROADI-SUS do Ministério da Saúde. Entre 2024 e 2026, a instituição incluiu 98 pacientes no estudo, o que representa 19,5% do total de participantes e 75% das inclusões realizadas na região Nordeste. Em 2025, o Centro de Pesquisa Clínica da Liga ficou em 6º lugar entre os centros selecionados para ensaios clínicos no Brasil, segundo a Coordenação de Pesquisa Clínica da Anvisa, divulgado na 9ª edição do Relatório Anual da área, publicado em maio de 2026.
O projeto, que reúne centros vinculados a instituições de combate ao câncer de diferentes regiões do Brasil, tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da medicina de precisão no SUS por meio do mapeamento do perfil genético dos tumores. O Onco-Genomas Brasil recrutou pacientes com câncer de mama a partir do fluxo de atendimento da Liga. Em outro indicador de sua atuação em pesquisa clínica, a instituição ficou, em 2025, em 6º lugar entre os centros de pesquisa clínica selecionados para ensaios clínicos no Brasil, segundo dados da Anvisa. A Liga foi a única instituição do Nordeste a aparecer nessa lista, que também incluía o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o Hospital das Clínicas da USP, o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Moinhos de Vento.
O Centro de Pesquisa Clínica da Liga, que tem 20 anos de funcionamento e está localizado no Centro Avançado de Oncologia (Cecan), atua na condução de estudos clínicos em diferentes áreas terapêuticas, com ênfase em oncologia clínica, radioterapia e hematologia. Ao longo de sua trajetória, participou de mais de 500 estudos. O centro conta com equipe multidisciplinar, infraestrutura, logística e suporte tecnológico para realização de pesquisas de acordo com normas e diretrizes aplicáveis.
Edilmar Moura, diretor do Instituto de Ensino, Pesquisa e Inovação da Liga (IEPI), explicou que o resultado demonstra consolidação da pesquisa clínica desenvolvida pela instituição. Segundo ele, o volume de atendimentos, a organização da pesquisa clínica e o envolvimento das equipes contribuíram para o número de inclusões alcançado. Moura destacou que a presença expressiva da Liga garante que o Nordeste e o Rio Grande do Norte, em particular, estejam representados nesses dados.
O diretor também ressaltou que estudos como o Onco-Genomas produzem conhecimento sobre a população brasileira, historicamente sub-representada nas grandes bases genéticas internacionais, construídas majoritariamente com populações europeias e norte-americanas. Os dados produzidos pelo projeto podem subsidiar a incorporação de testes genéticos ao SUS com base em evidências da população brasileira, além de contribuir para a formação de equipes e estruturação de centros para novos projetos de medicina de precisão.
O mapeamento do perfil genético dos tumores pode contribuir para a definição de estratégias terapêuticas mais direcionadas, considerando as características biológicas e genéticas de cada paciente e tumor. As informações podem auxiliar decisões relacionadas ao uso de medicamentos direcionados e outras modalidades de tratamento. O projeto possibilita identificar alterações genéticas que podem orientar avaliação de familiares, rastreamento e estratégias de redução de risco e diagnóstico precoce.