Economia

Micro e pequenas empresas são maioria na indústria do Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, 98,9% das indústrias são micro e pequenos negócios

Equipe Corrivus
Publicado em 05/10/2026, às 22h39

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Resumo da matéria

No Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, dados mostram a participação do segmento na indústria. As MPEs representam 92% dos estabelecimentos industriais e respondem por 42% dos empregados do setor. No Rio Grande do Norte, 98,9% das indústrias são micro e pequenos negócios e correspondem a 54,3% dos empregos industriais. A data remete ao Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, instituído em 1999 e substituído pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa em 2006.

Micro e pequenas empresas são maioria na indústria do Rio Grande do Norte

Micro e pequenas empresas representam 98,9% das indústrias do Rio Grande do Norte e correspondem a 54,3% dos empregos industriais no estado. Crédito: Shirley Melo/FIERN

O Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, celebrado em 5 de outubro, remete ao Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, instituído em 5 de outubro de 1999 e posteriormente substituído pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa em 2006. A Lei Geral estabelece normas de tratamento diferenciado e favorecido às micro e pequenas empresas em temas como tributação, obrigações trabalhistas e acesso a crédito.

Em julho deste ano, 24,6 milhões de pequenos negócios representavam 93% das empresas do país, segundo dados do Sebrae com base em registros da Receita Federal. No setor industrial, as MPEs equivalem a 2,16 milhões de empresas e representam 92% dos estabelecimentos.

No Rio Grande do Norte, 98,9% das indústrias são micro e pequenos negócios. Essas empresas correspondem a 54,3% dos empregos industriais no estado.

Segundo a RAIS, em dezembro de 2023, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 51% dos empregos formais e 41% da massa salarial paga no país. Na indústria, as MPEs respondem por 42% dos empregados do setor e pagam R$ 9,7 bilhões em salários por mês, o equivalente a quase um terço da remuneração paga pela indústria brasileira.

Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) e do Conselho Temático da Micro e Pequena Empresa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destacou a importância das MPEs para o país. Ele acrescentou que as MPEs formam a base do tecido industrial, têm capilaridade territorial e grande capacidade de empregabilidade. Serquiz também completou que as MPEs devem ser entendidas não apenas como empresas, pois por trás delas há famílias, trabalhadores, fornecedores e comunidade. Além disso, explicou que através das MPEs é possível transformar rapidamente ideias em negócios.

Ney Robson Alves, presidente do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Marcenarias (SINDMÓVEIS-RN) e da Comissão Temática da Micro e Pequena Empresa da FIERN (COMPEM), comentou que o desafio do setor é transformar força numérica em condições reais de crescimento. Ele apontou que o pequeno industrial produz, emprega e muitas vezes cuida de toda a gestão do negócio. Alves concluiu que a FIERN, por meio da COMPEM, trabalha para ouvir demandas dos empresários e levá-las onde as decisões são tomadas. Também afirmou que quando a micro e pequena indústria se fortalece, quem ganha é o Rio Grande do Norte inteiro.

O presidente da COMPEM avaliou ainda que é fundamental ampliar o acesso a crédito, inovação e capacitação para que as empresas possam crescer com segurança.

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