Saúde

Calor extremo preocupa profissionais que acompanham gestantes e recém-nascidos no RN

Emparn estima temperaturas entre 1 °C e 2,5 °C acima da média no RN em determinados períodos do verão de 2027, principalmente em janeiro e fevereiro.

Equipe Corrivus
Publicado em 14/10/2026, às 18h40

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Resumo da matéria

O calor extremo preocupa profissionais de saúde que acompanham gestantes e recém-nascidos. No Rio Grande do Norte, a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) estima temperaturas entre 1 °C e 2,5 °C acima da média em determinados períodos do verão de 2027, principalmente em janeiro e fevereiro. Especialistas atribuem as temperaturas previstas ao fenômeno Super El Niño. Estudos científicos associam a exposição prolongada a altas temperaturas a complicações gestacionais, incluindo aumento do risco de parto prematuro. Em pesquisa encomendada pela organização britânica Wellcome, 89% dos especialistas ouvidos no Brasil preocupam-se com os impactos das altas temperaturas sobre os bebês, e 77% acreditam que os riscos para mães e crianças devem aumentar nos próximos cinco anos. Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (SOGORN), recomenda que gestantes e puérperas reforcem a hidratação, evitem sol direto nos horários mais quentes, priorizem ambientes frescos e ventilados e evitem esforços físicos intensos durante temperaturas elevadas. Ele ressalta que os efeitos variam conforme a exposição e as particularidades de cada gestação, destacando a importância da prevenção e do acompanhamento pré-natal. A nutricionista Eva Andrade, docente de Nutrição da Estácio, orienta hidratar-se antes de sentir sede e consumir alimentos ricos em água.

Calor extremo preocupa profissionais que acompanham gestantes e recém-nascidos no RN

Robinson Dias recomenda que gestantes e puérperas reforcem a hidratação e evitem sol direto nos horários mais quentes. Crédito: Freepik

A previsão de temperaturas acima da média em determinados períodos do verão de 2027 no RN reforça a atenção aos cuidados com gestantes e recém-nascidos. A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) estima temperaturas entre 1 °C e 2,5 °C acima da média, principalmente em janeiro e fevereiro. O calor extremo preocupa profissionais de saúde que acompanham esse público.

Na capital, as máximas podem chegar a 33 °C ou 34 °C, enquanto regiões do interior podem registrar até 39 °C. Especialistas atribuem as temperaturas previstas ao fenômeno Super El Niño. Com a proximidade do verão, o RN exige atenção redobrada.

Mudanças fisiológicas durante a gravidez podem tornar as gestantes mais vulneráveis aos efeitos do calor extremo. A exposição prolongada a altas temperaturas pode favorecer a desidratação, e estudos científicos a associam a complicações gestacionais, incluindo aumento do risco de parto prematuro.

Uma pesquisa encomendada pela organização britânica Wellcome aponta que, no Brasil, 89% dos especialistas ouvidos se preocupam com os impactos das altas temperaturas sobre os bebês. No mesmo levantamento, 77% dos especialistas ouvidos no país acreditam que os riscos para mães e crianças devem aumentar nos próximos cinco anos.

O presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (SOGORN), Robinson Dias, considera importante orientar a sociedade sobre os cuidados com a gestação em períodos de calor intenso. Ele explica que os efeitos das altas temperaturas variam conforme as condições de exposição e as particularidades de cada gestação, e destaca a importância da prevenção e do acompanhamento pré-natal.

Dias recomenda que gestantes e puérperas redobrem os cuidados com a saúde nos dias de calor intenso. As orientações incluem manter boa hidratação ao longo do dia, evitar o sol direto nos horários mais quentes, priorizar ambientes frescos e ventilados e evitar esforços físicos intensos durante temperaturas elevadas, para reduzir os riscos associados ao calor.

A nutricionista Eva Andrade, docente de Nutrição da Estácio, explica que a sede não é o único sinal de necessidade de água. Intestino preso, pele seca, cansaço e dor de cabeça também podem estar associados à desidratação. Por isso, recomenda observar os sinais do corpo e hidratar-se antes de sentir sede. Ela ressalta que o inchaço pode ocorrer, mas tem diferentes causas e não deve ser interpretado isoladamente como sinal de falta de água.

Para amenizar os efeitos das altas temperaturas, durante a gravidez ou não, Eva orienta beber água regularmente ao longo do dia e consumir alimentos ricos em água, como frutas com alto teor de água, além de chás gelados sem açúcar. Segundo a nutricionista, a água pode ser aromatizada com hortelã para tornar o consumo mais agradável.

Eva também recomenda evitar alimentos gordurosos e frituras, especialmente nos dias mais quentes ou antes de atividades físicas, pois podem retardar a digestão e aumentar o desconforto, principalmente quando o corpo está exposto ao calor. Preparações muito salgadas exigem atenção, acrescenta a docente, porque o excesso de sódio pode favorecer a retenção de líquidos.

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