Saúde

Outubro Rosa Pet: veterinária alerta sobre tumores mamários em cadelas e gatas

Durante o Outubro Rosa Pet, Gabriela Costa Silva orienta tutores sobre observação das mamas e diagnóstico precoce em cadelas e gatas.

Equipe Corrivus
Publicado em 13/10/2026, às 17h43

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Resumo da matéria

Durante o Outubro Rosa Pet, Gabriela Costa Silva, médica-veterinária especializada em Cirurgia e Oncologia Veterinária e preceptora do curso de Medicina Veterinária da Estácio, reforça a importância da observação das mamas e do acompanhamento veterinário de cadelas e gatas. O Conselho Federal de Medicina Veterinária estima que tumores mamários afetam 45% das cadelas e cerca de 30% das gatas ao longo da vida. Gabriela recomenda observar e palpar regularmente as mamas, procurar atendimento diante de qualquer nódulo ou alteração e manter consultas veterinárias pelo menos uma vez ao ano. Nódulos são o principal sinal de alerta, mas aumento de volume, alterações na pele, vermelhidão, calor, inchaço e feridas também exigem avaliação. A decisão sobre castração deve ser discutida com um profissional: nas gatas, costuma ser recomendada na fase jovem; nas cadelas, o efeito preventivo depende também do momento da castração, com avaliação individualizada de idade, raça, porte e outros fatores. Exames de imagem podem ser indicados para verificar se a doença está localizada na mama ou se há indícios de metástase. O diagnóstico precoce pode fazer diferença no tratamento e na qualidade de vida do animal.

Outubro Rosa Pet: veterinária alerta sobre tumores mamários em cadelas e gatas

Gabriela Costa Silva recomenda avaliação veterinária diante de qualquer nódulo ou alteração nas mamas de cadelas e gatas. Crédito: Freepik

Tumores mamários estão entre as neoplasias mais frequentes em cadelas e gatas. Segundo estimativa do Conselho Federal de Medicina Veterinária, eles afetam 45% das cadelas e cerca de 30% das gatas ao longo da vida. São o tipo mais comum de neoplasia nas cadelas e o terceiro mais comum nas gatas.

Durante o Outubro Rosa Pet, a médica-veterinária Gabriela Costa Silva, especializada em Cirurgia e Oncologia Veterinária e preceptora do curso de Medicina Veterinária da Estácio, alerta os tutores sobre prevenção, observação das mamas, castração, acompanhamento periódico e diagnóstico precoce.

Gabriela recomenda que os tutores não esperem um problema maior para procurar atendimento. A orientação é observar e palpar regularmente as mamas, buscar avaliação diante de qualquer nódulo ou alteração e manter consultas veterinárias periódicas, pelo menos uma vez ao ano.

Segundo a profissional, os nódulos são o principal sinal de alerta. Aumento de volume, alterações na pele, vermelhidão, calor, inchaço e feridas na região também devem motivar uma avaliação veterinária. Mesmo um nódulo pequeno, aparentemente sem dor ou desconforto, merece atenção.

A observação deve fazer parte da rotina de cuidados com o animal. Gabriela explica que o tutor pode palpar delicadamente toda a cadeia mamária, desde a região próxima aos membros anteriores até a região inguinal, onde fica a mama mais próxima dos membros inferiores, procurando nódulos, aumento de volume ou alterações na pele.

A médica-veterinária aponta idade, status reprodutivo e exposição hormonal como os principais fatores relacionados ao risco de desenvolvimento de tumores mamários. Ela explica que a castração no período mais jovem diminui o estímulo hormonal e confere menor risco de tumores de mama, mas ressalta que a decisão deve ser discutida com um profissional para avaliar o momento mais adequado para cada paciente.

Nas gatas, de acordo com Gabriela, a castração costuma ser recomendada na fase jovem. Nas cadelas, o efeito preventivo depende também do momento da castração, e a decisão deve ser individualizada, considerando idade, raça, porte e outros fatores.

A profissional também orienta que sejam evitadas aplicações hormonais para interromper o cio. Segundo ela, a exposição a essas medicações está associada a alterações mamárias importantes e a alterações uterinas.

Gabriela destaca que o diagnóstico precoce é importante porque o tamanho do tumor e a presença de metástases influenciam o prognóstico e o tratamento. Exames de imagem podem ser indicados para verificar se a doença está localizada na mama ou se há indícios de metástase.

Segundo a médica-veterinária, esses exames auxiliam no estadiamento oncológico da paciente, que influencia diretamente o tratamento e o prognóstico e ajuda a definir a melhor conduta terapêutica para cada caso. Ela afirma que o diagnóstico precoce pode fazer diferença no tratamento e na qualidade de vida do animal.

Na avaliação de Gabriela, o Outubro Rosa Pet oferece uma oportunidade para reforçar a prevenção para além do mês de conscientização. A observação das mamas e as consultas periódicas, ressalta a profissional, devem integrar os cuidados com os animais.

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