Saúde

Saúde de Macaé disponibiliza insulina glargina; confira critérios de acesso

Medicamento é destinado a pessoas de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e maiores de 70 anos com diabetes tipo 1 ou 2.

Equipe Corrivus
Publicado em 21/10/2026, às 22h04

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Resumo da matéria

A Secretaria de Saúde de Macaé já oferece insulina glargina a crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e a idosos acima de 70 anos com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A retirada exige prescrição médica válida, CPF e documento oficial com foto. O medicamento tem ação prolongada e auxilia no controle da glicose por aproximadamente 24 horas.

Saúde de Macaé disponibiliza insulina glargina; confira critérios de acesso

A caneta de insulina é reutilizável conforme instruções do fabricante, com orientação municipal para troca do refil. Crédito: Divulgação

A Secretaria de Saúde de Macaé já disponibiliza insulina glargina na rede municipal para crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos acima de 70 anos com diabetes tipo 1 ou tipo 2. O público-alvo segue critério do Ministério da Saúde. Para retirar o medicamento, é necessário apresentar prescrição médica válida, CPF e documento oficial com foto.

A insulina está disponível nas farmácias municipais Central, da Barra, de Trapiche, do Sana, do Idoso, do PSA, do Bosque Azul, de Barra Mares, da Mulher e da Oncologia, além da Farmácia da UBS Lagomar. Nessas unidades, o atendimento ocorre das 8h às 17h, com retirada de senha durante todo o período de funcionamento.

De ação prolongada, a insulina glargina auxilia no controle da glicose por aproximadamente 24 horas e geralmente é aplicada uma vez ao dia, conforme prescrição médica. A aplicação diária facilita a organização dos horários e pode diminuir o número de aplicações da insulina basal, que ajuda a manter o controle da glicose entre as refeições e durante a noite.

Outras insulinas, como as utilizadas para controlar a glicose após as refeições, podem continuar necessárias, principalmente para pessoas com diabetes tipo 1. Cada paciente deve seguir rigorosamente o esquema prescrito pelo médico. Mudanças de insulina ou ajustes de dose devem ocorrer com orientação médica e atenção especial ao acompanhamento durante a adaptação ao tratamento.

A secretária municipal de Saúde, Simone Sales, explicou que a ação prolongada da glargina proporciona cobertura mais estável e pode reduzir o risco de hipoglicemia, principalmente à noite, em comparação com a insulina NPH, conforme as características de cada paciente. A hipoglicemia ocorre quando os níveis de açúcar no sangue ficam abaixo do adequado.

Na avaliação da secretária, a cobertura mais estável e a possível redução da hipoglicemia trazem mais segurança ao paciente e tranquilidade aos familiares. Ela considera a oferta do medicamento um avanço no cuidado às pessoas com diabetes, especialmente pela ação prolongada e pela praticidade da aplicação com caneta, sempre com orientação profissional e acompanhamento individualizado.

A caneta de insulina é reutilizável conforme as instruções do fabricante. Quando o refil terminar, o paciente não precisa descartar a caneta: deve procurar uma das farmácias municipais para receber orientações sobre a substituição do refil.

O cuidado com o diabetes vai além da disponibilização do medicamento. A orientação das equipes de saúde é fundamental para o uso correto da insulina e a segurança dos pacientes. Pacientes, familiares e cuidadores devem receber informações sobre horários e doses prescritas, técnica de aplicação, conservação do medicamento, troca do refil e cuidados com a caneta. Também devem saber monitorar a glicose e reconhecer sinais de hipoglicemia.

A iniciativa busca ampliar o acesso ao tratamento, facilitar a rotina dos pacientes e contribuir para um melhor controle da glicose. A praticidade pode fazer diferença especialmente para crianças e idosos que precisam do apoio de familiares ou cuidadores.

Segundo Simone Sales, ampliar o acesso ao medicamento e facilitar sua utilização pode favorecer a continuidade do tratamento e o controle adequado da glicose. Associados ao acompanhamento regular, à alimentação adequada e aos demais cuidados, esses fatores ajudam a prevenir complicações do diabetes.

A secretária espera que esse conjunto de cuidados ajude a reduzir descompensações, atendimentos de urgência e internações evitáveis. Ela ressaltou que o resultado depende do acesso à insulina, do uso correto, do monitoramento da glicose e dos ajustes feitos pela equipe de saúde.

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