Doenças em creches e escolas: infectologista orienta como proteger as crianças
Vacinação em dia e medidas de proteção nas instituições de ensino ajudam a prevenir infecções na infância.
Resumo da matéria
O aumento da frequência de doenças infecciosas, como gripe, resfriados e conjuntivite, é comum após o ingresso das crianças em creches ou pré-escolas. O subsecretário de Vigilância em Saúde e infectologista Rodrigo Carneiro destaca o calendário vacinal atualizado como uma das principais medidas para prevenir essas infecções e enfermidades mais graves, como meningite, pneumonia e doenças gastrointestinais.
Carneiro recomenda alimentação adequada e acompanhamento periódico com pediatras, médicos de família e equipes multidisciplinares. A alimentação contribui para o desenvolvimento do sistema imunológico, enquanto o acompanhamento permite monitorar o desenvolvimento infantil e identificar condições que possam favorecer infecções. Segundo ele, todas as vacinas citadas estão disponíveis na rede pública, conforme o calendário nacional de vacinação, e a vacina pneumocócica conta atualmente com a versão pneumo 20, destinada às crianças pequenas.
As instituições de ensino devem desinfetar superfícies com frequência, manter ambientes ventilados, incentivar a higiene das mãos e do rosto e reduzir aglomerações desnecessárias. Para atualizar a caderneta de vacina, crianças acima de 2 meses de vida precisam estar acompanhadas dos pais ou responsáveis legais.
Instituições de ensino devem manter ambientes ventilados e incentivar a higiene das mãos e do rosto. Crédito: Kelly Maria
Manter o calendário vacinal atualizado é uma das principais medidas para prevenir infecções na infância e enfermidades mais graves, como meningite, pneumonia e doenças gastrointestinais, segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde e infectologista Rodrigo Carneiro. Após o ingresso em creches ou pré-escolas, é comum que as crianças apresentem aumento na frequência de doenças infecciosas, como gripe, resfriados e conjuntivite.
As instituições de ensino devem implementar medidas que ajudam a diminuir a exposição das crianças a microrganismos. Entre elas estão a desinfecção frequente das superfícies, a manutenção de ambientes ventilados, o incentivo à higiene das mãos e do rosto e a redução de aglomerações desnecessárias.
Carneiro recomenda alimentação adequada, vacinação em dia e acompanhamento periódico com pediatras, médicos de família e equipes multidisciplinares. Segundo ele, a alimentação contribui para o desenvolvimento do sistema imunológico, enquanto o acompanhamento permite monitorar o desenvolvimento infantil e identificar condições que possam favorecer infecções.
O infectologista ressalta que muitas dessas doenças podem ser prevenidas por vacinas. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) inclui as vacinas pneumocócica e meningocócica, além das vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola, rotavírus, hepatite A, coqueluche, difteria e tétano. Sarampo, caxumba e rubéola são doenças altamente transmissíveis.
De acordo com Carneiro, a vacina pneumocócica conta atualmente com uma nova versão, a pneumo 20, destinada às crianças pequenas. Ele explica que todas as vacinas citadas estão disponíveis na rede pública, conforme o calendário nacional de vacinação.
Para a atualização da caderneta de vacina, crianças acima de 2 meses de vida precisam estar acompanhadas dos pais ou responsáveis legais. No ato da vacinação, é necessário portar documento com foto, CPF ou Cartão do SUS, além da Caderneta de Vacinação. Imunocomprometidos devem apresentar laudo médico ou outro documento que comprove a condição.