Comunidades tituladas pelo Interpi no Piauí ganham moradias do Minha Casa Minha Vida Rural
Associações de Mutamba Paquetá e Pio IX recebem 50 unidades habitacionais cada; Piauí foi contemplado com 2.010 unidades no programa federal
Resumo da matéria
A Associação de Desenvolvimento Rural Quilombola de Mutamba Paquetá, em Paquetá, e a Associação de Pequenos Produtores de Pio IX, em São João da Varjota, foram selecionadas para o Minha Casa, Minha Vida Rural com 50 unidades habitacionais cada. Ambas tiveram seus territórios titulados pelo Instituto de Terras do Piauí (Interpi) e receberão os títulos ainda em junho. O Piauí foi contemplado com 2.010 unidades habitacionais no programa federal.
Crédito: Letícia Mendes/GovPI
Ter a terra titulada abriu caminho para que duas comunidades rurais piauienses acessassem outro direito fundamental: a moradia. A Associação de Desenvolvimento Rural Quilombola de Mutamba Paquetá, no município de Paquetá, e a Associação de Pequenos Produtores de Pio IX, em São João da Varjota, foram selecionadas para o Minha Casa, Minha Vida Rural com 50 unidades habitacionais cada. Ambas já tiveram seus territórios titulados pelo Interpi e receberão os títulos formalmente ainda em junho de 2026.
O programa federal é voltado para agricultores familiares, trabalhadores rurais e povos e comunidades tradicionais. No Piauí, o estado foi contemplado com 2.010 unidades habitacionais nessa modalidade.
O diretor-geral do Interpi, Rodrigo Cavalcante, destacou o efeito encadeado da regularização fundiária: 'A gente sempre diz que a regularização fundiária não é um fim em si mesmo. Então, quando a gente emite um título que vira um registro de imóvel, a gente sabe que aquilo ali está ajudando milhares de famílias no Piauí a alcançarem outros direitos. Quando a gente vê famílias recebendo esse importante direito da habitação ou da reforma de sua habitação, através do Governo Federal, do programa Minha Casa, Minha Vida Rural, a gente vê também coroada a política de regularização fundiária.'
Cavalcante também explicou por que a insegurança fundiária historicamente bloqueava investimentos nessas áreas: 'Quando a gente chegou ao Interpi, percebeu que muitas famílias que vivem em áreas rurais deixavam de receber obras de calçamento, de perfuração de poços, de construção e de reforma de casas, porque havia uma insegurança, uma instabilidade do ponto de vista fundiário. Não se sabia de quem era a terra e, consequentemente, como fazer um investimento público naquela terra.'
O diretor encerrou reforçando o compromisso do órgão: 'Essas famílias estão de parabéns. Nós seguimos trabalhando para levar segurança jurídica através da regularização fundiária para todo o Piauí.'