Economia

BNDES aprova R$ 100 milhões para produção de níquel e cobalto em Capitão Gervásio Oliveira (PI)

Recursos viabilizam aquisição de equipamentos pela Piauí Níquel Metais em Capitão Gervásio Oliveira; produção começa em 2028

Equipe Corrivus
Publicado em 15/07/2026, às 18h56

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Resumo da matéria

O BNDES aprovou financiamento de R$ 100 milhões para a Piauí Níquel Metais S/A, subsidiária da Brazilian Nickel Limited, instalar uma planta de processamento de minerais em Capitão Gervásio Oliveira, no Piauí. O projeto prevê capacidade de 27 mil toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto por ano, com início da produção em 2028 e operação plena em 2029. O produto — o Precipitado de Hidróxido Misto (MHP) — abastece indústrias de baterias para veículos elétricos, energia sustentável e aeroespacial.

BNDES aprova R$ 100 milhões para produção de níquel e cobalto em Capitão Gervásio Oliveira (PI)

Crédito: Piauí Níquel/Brazilian Nickel

O Piauí vai produzir níquel e cobalto de alta pureza para baterias de veículos elétricos e aplicações aeroespaciais. O BNDES aprovou R$ 100 milhões para a Piauí Níquel Metais S/A montar a operação em Capitão Gervásio Oliveira, com início da produção previsto para 2028.

Os recursos, concedidos via BNDES Máquinas e Serviços, permitem à empresa adquirir máquinas, equipamentos, sistemas industriais, componentes, bens de informática e automação nacionais, além de serviços nacionais e equipamentos importados sem similar nacional disponível. O plano de negócio da empresa foi selecionado pela Chamada Pública para Investimentos em Transformação de Minerais Estratégicos, lançada pelo BNDES e pela Finep em 2025.

Subsidiária integral da Brazilian Nickel Limited, a Piauí Níquel foi criada no Brasil para produzir Precipitado de Hidróxido Misto (MHP) — sólido úmido com teor médio entre 48% e 50% de níquel e 2% de cobalto. O material serve como intermediário para a fabricação de componentes de baterias de íons de lítio para veículos elétricos ou como matéria-prima em usos tradicionais do níquel, como aços inoxidáveis e outras ligas.

O projeto prevê capacidade de produção de 27.000 toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto por ano. Na fase operacional, prevista para 2029, o minério passará por purificação e precipitação direta pelo processo de lixiviação em pilhas — tecnologia de baixo carbono que dispensa barragens de rejeitos, tem elevada recirculação de água, baixa intensidade energética e redução de emissões e resíduos sólidos.

'O mundo precisa, mais do que nunca, diversificar suas cadeias de suprimentos, e o Projeto Piauí Níquel vai posicionar o país como um fornecedor global altamente competitivo e responsável', disse Mark Travers, CEO da Brazilian Nickel.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a seleção ocorreu no âmbito da Chamada Pública para Investimentos em Transformação de Minerais Estratégicos. As negociações entre o banco e a empresa foram assessoradas pela Alvarez & Marsal Infra.

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