Agro

Sudene lança painel com produções agrícolas de destaque do Nordeste

Ferramenta reúne os dez produtos mais relevantes em lavouras temporárias e permanentes da região.

Equipe Corrivus
Publicado em 08/09/2026, às 17h28

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Resumo da matéria

A Sudene disponibilizou um painel de dados sobre produções agrícolas do Nordeste, com base na Produção Agrícola Municipal (PAM) 2024 do IBGE. A ferramenta apresenta os dez produtos mais relevantes em lavouras temporárias e permanentes, permitindo consultas por recortes territoriais como Nordeste, área de atuação da Sudene, semiárido e bioma Caatinga. Entre os destaques, o Nordeste produz 99,3% da fava, 97,2% do melão e 99,56% da castanha de caju do Brasil. O painel está disponível na plataforma Data Nordeste.

Sudene lança painel com produções agrícolas de destaque do Nordeste

Painel da Sudene reúne dados sobre as produções agrícolas do Nordeste com maior participação no cenário nacional. Crédito: Daniel Dan (Unsplash)

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) disponibilizou um novo painel de dados sobre as produções agrícolas do Nordeste que possuem maior representatividade nacional. A ferramenta utiliza como base a edição mais recente da Produção Agrícola Municipal (PAM), disponibilizada em 2024 pelo IBGE, e pode ser consultada na plataforma Data Nordeste.

O painel permite verificar indicadores como área plantada, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção. As informações podem ser filtradas por recortes territoriais que incluem o Nordeste, a área de atuação da Sudene, o semiárido, o bioma Caatinga, além de estados e municípios. São apresentadas as dez lavouras mais relevantes em cada categoria: temporárias e permanentes.

A fava lidera as lavouras temporárias, com a região produzindo 99,3% de toda a fava do Brasil, o equivalente a 10,4 mil toneladas. Em seguida aparecem o melão e a mamona. O melão representa 97,2% da produção nacional, com 803 mil toneladas produzidas em 2024 e valor de R$ 1,3 bilhão. A produção concentra-se em municípios do oeste potiguar, no sertão do Moxotó pernambucano e em cidades pernambucanas e baianas no Vale do São Francisco. A mamona, com 95% do total nacional, somou 38 mil toneladas e R$ 129 milhões em valor de produção, com a Bahia concentrando quase a totalidade das lavouras.

O ranking das lavouras temporárias segue com batata-doce, melancia, mandioca, cebola, tomate, batata-inglesa e cana-de-açúcar. Lavouras temporárias têm ciclo de produção mais curto e demandam preparo do solo a cada produção, sendo geralmente a base da produção de grãos e alimentos.

Entre as lavouras permanentes, o agave, também conhecido como sisal, é produzido integralmente na Região Nordeste. Foram superadas 93 mil toneladas, com valor de produção de quase R$ 349 milhões. A castanha de caju ocupa o segundo lugar, com a região detendo 99,56% da produção nacional. O Ceará é o maior produtor, com quase 102 mil toneladas, e o valor total da produção soma R$ 687,5 milhões.

A manga é a terceira produção com maior representatividade no cenário nacional, com a região produzindo pouco mais de 82% da manga do Brasil. O valor de produção é de quase R$ 2,9 bilhões. Os cultivos concentram-se na região do Vale do São Francisco, com destaque para Juazeiro e Casa Nova, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. A lista de lavouras permanentes inclui ainda coco-da-baía, maracujá, guaraná, mamão, goiaba, uva e cacau. Lavouras permanentes possuem ciclo vegetativo longo e permanecem produtivas por vários anos sem replantio após colheitas.

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