Sudene lança painel com produções agrícolas de destaque do Nordeste
Ferramenta reúne os dez produtos mais relevantes em lavouras temporárias e permanentes da região.
Resumo da matéria
A Sudene disponibilizou um painel de dados sobre produções agrícolas do Nordeste, com base na Produção Agrícola Municipal (PAM) 2024 do IBGE. A ferramenta apresenta os dez produtos mais relevantes em lavouras temporárias e permanentes, permitindo consultas por recortes territoriais como Nordeste, área de atuação da Sudene, semiárido e bioma Caatinga. Entre os destaques, o Nordeste produz 99,3% da fava, 97,2% do melão e 99,56% da castanha de caju do Brasil. O painel está disponível na plataforma Data Nordeste.
Painel da Sudene reúne dados sobre as produções agrícolas do Nordeste com maior participação no cenário nacional. Crédito: Daniel Dan (Unsplash)
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) disponibilizou um novo painel de dados sobre as produções agrícolas do Nordeste que possuem maior representatividade nacional. A ferramenta utiliza como base a edição mais recente da Produção Agrícola Municipal (PAM), disponibilizada em 2024 pelo IBGE, e pode ser consultada na plataforma Data Nordeste.
O painel permite verificar indicadores como área plantada, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção. As informações podem ser filtradas por recortes territoriais que incluem o Nordeste, a área de atuação da Sudene, o semiárido, o bioma Caatinga, além de estados e municípios. São apresentadas as dez lavouras mais relevantes em cada categoria: temporárias e permanentes.
A fava lidera as lavouras temporárias, com a região produzindo 99,3% de toda a fava do Brasil, o equivalente a 10,4 mil toneladas. Em seguida aparecem o melão e a mamona. O melão representa 97,2% da produção nacional, com 803 mil toneladas produzidas em 2024 e valor de R$ 1,3 bilhão. A produção concentra-se em municípios do oeste potiguar, no sertão do Moxotó pernambucano e em cidades pernambucanas e baianas no Vale do São Francisco. A mamona, com 95% do total nacional, somou 38 mil toneladas e R$ 129 milhões em valor de produção, com a Bahia concentrando quase a totalidade das lavouras.
O ranking das lavouras temporárias segue com batata-doce, melancia, mandioca, cebola, tomate, batata-inglesa e cana-de-açúcar. Lavouras temporárias têm ciclo de produção mais curto e demandam preparo do solo a cada produção, sendo geralmente a base da produção de grãos e alimentos.
Entre as lavouras permanentes, o agave, também conhecido como sisal, é produzido integralmente na Região Nordeste. Foram superadas 93 mil toneladas, com valor de produção de quase R$ 349 milhões. A castanha de caju ocupa o segundo lugar, com a região detendo 99,56% da produção nacional. O Ceará é o maior produtor, com quase 102 mil toneladas, e o valor total da produção soma R$ 687,5 milhões.
A manga é a terceira produção com maior representatividade no cenário nacional, com a região produzindo pouco mais de 82% da manga do Brasil. O valor de produção é de quase R$ 2,9 bilhões. Os cultivos concentram-se na região do Vale do São Francisco, com destaque para Juazeiro e Casa Nova, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. A lista de lavouras permanentes inclui ainda coco-da-baía, maracujá, guaraná, mamão, goiaba, uva e cacau. Lavouras permanentes possuem ciclo vegetativo longo e permanecem produtivas por vários anos sem replantio após colheitas.