Pernambuco tem segundo maior avanço econômico do país de janeiro a agosto de 2026
Indicador do Banco Central cresceu 4,85% ante o mesmo período de 2025, o maior avanço do Nordeste.
Resumo da matéria
A atividade econômica de Pernambuco avançou 4,85% entre janeiro e agosto de 2026 ante o mesmo período de 2025, segundo o IBCR-PE, calculado pelo Banco Central. Foi o segundo maior crescimento do país e o maior do Nordeste. Em agosto, o estado gerou 13.428 empregos formais, dos quais 5.050 ligados à cadeia sucroenergética, conforme o Novo Caged. A Receita Federal registrou 14.634 novas empresas no mês.
Pernambuco teve o segundo maior crescimento econômico do país entre janeiro e agosto de 2026 ante igual período de 2025. Crédito: Yacy Ribeiro/Secom
A atividade econômica de Pernambuco cresceu 4,85% entre janeiro e agosto de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-PE), calculado pelo Banco Central. O resultado foi o segundo maior do Brasil e o maior do Nordeste. Apenas o Rio de Janeiro ficou à frente, com expansão de 4,98%.
No mesmo intervalo, a atividade econômica brasileira avançou 1,55%. O crescimento pernambucano foi, portanto, superior a três vezes o nacional. Nos 12 meses encerrados em agosto, Pernambuco registrou alta de 3,77%, o terceiro maior resultado do país e o maior da região Nordeste.
A indústria e o comércio estão entre os principais destaques do desempenho estadual. A produção industrial cresceu 13,9% no acumulado do ano, o segundo maior avanço do Brasil. No comércio, Pernambuco liderou o crescimento nacional tanto no varejo ampliado, com alta de 8,8%, quanto no varejo restrito, que avançou 10% no acumulado do ano.
O mercado de trabalho registrou saldo de 13.428 empregos formais em agosto, conforme dados do Novo Caged. Foi o maior saldo do Nordeste e o terceiro maior do país. Desse total, 5.050 postos estavam ligados à cadeia sucroenergética.
Dados da Receita Federal mostram ainda que Pernambuco registrou 14.634 novas empresas em agosto, aumento de 18,6% em relação ao mesmo mês de 2025. O estado soma 807,4 mil empresas ativas, a segunda maior quantidade do Nordeste.
A governadora Raquel Lyra atribuiu os resultados à política de atração de investimentos, geração de emprego e melhoria do ambiente de negócios de sua gestão. Na avaliação dela, os empreendedores reconhecem a rentabilidade de investir no estado, enquanto os trabalhadores contam com mais oportunidades de trabalho.
Raquel também afirmou que o indicador do Banco Central mede mensalmente o crescimento estadual e apontou taxas pernambucanas superiores às nacionais. A governadora classificou o crescimento como sustentável e avaliou que Pernambuco retomou a liderança do Nordeste de forma duradoura.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, estar entre os estados de maior crescimento do país e liderar o Nordeste é importante. Ela defendeu o fortalecimento da economia estadual e a ampliação das oportunidades de negócios.
Segundo Danielle, os resultados reforçam o compromisso de criar um ambiente mais favorável aos negócios, à geração de empregos e ao desenvolvimento de Pernambuco. A secretária avaliou ainda que os números demonstram a força da economia pernambucana e a capacidade do estado de atrair investimentos, impulsionar setores estratégicos e gerar oportunidades.