Pernambuco cria 13,4 mil empregos em agosto; serviços lideram e cana impulsiona resultado
Estado teve resultado positivo distribuído entre os cinco grandes setores da economia
Resumo da matéria
Pernambuco gerou 13.428 novos postos formais de trabalho em agosto, conforme dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado foi positivo em todos os cinco grandes setores da economia, com destaque para serviços, que liderou com 4.393 postos. A Região Metropolitana do Recife concentrou 5.690 postos, equivalente a 42,4% do saldo estadual. A cadeia sucroenergética contribuiu com 5.050 postos, 37,6% do total. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o estado soma 36.874 novos postos. Com ajuste sazonal, o saldo de agosto foi de 3.110 postos, ante 748 em julho. O estoque de empregos formais atingiu o maior volume da série, com 1.550.518 vínculos.
Pernambuco gerou 13.428 postos formais de trabalho em agosto e teve o maior saldo entre os estados do Nordeste Crédito: Miva Filho/Acervo Secom
Pernambuco gerou 13.428 novos postos formais de trabalho em agosto, conforme dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo pernambucano representou 22,6% das vagas formais criadas no Nordeste no mês, colocando o estado na primeira posição entre os estados da região e na terceira colocação no país, atrás apenas de São Paulo (42.533) e Rio de Janeiro (20.886).
O resultado positivo foi distribuído entre os cinco grandes setores da economia. Serviços lideraram a geração de empregos, com 4.393 postos, seguidos pela indústria, com 3.296 postos, e pela agropecuária, com 2.981 postos. A construção gerou 1.824 postos, enquanto o comércio registrou 934 postos, voltando a apresentar saldo positivo após resultado negativo em julho.
A cadeia sucroenergética teve papel relevante no desempenho mensal, gerando 5.050 postos, o equivalente a 37,6% do saldo estadual. Dentro desse segmento, a fabricação de açúcar foi responsável por 2.790 vagas, e o cultivo de cana, por 1.413 vagas. No total, foram 67.513 admissões em agosto, o maior volume de contratações para o mês no estado. Com ajuste sazonal, que desconta movimentos que se repetem em determinados períodos do ano, como os do ciclo da cana-de-açúcar, Pernambuco apresentou saldo de 3.110 postos em agosto, contra 748 em julho.
No recorte por sexo, homens ocuparam 10.055 dos postos criados em agosto, enquanto mulheres ocuparam 3.373. A diferença está ligada ao peso de setores como agropecuária, indústria, construção e cadeia sucroenergética no resultado do mês. Na Região Metropolitana do Recife, foram gerados 5.690 postos formais, correspondentes a 42,4% do saldo estadual.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, Pernambuco soma 36.874 novos postos formais de trabalho, com o setor de serviços respondendo por 26.769 desses postos. Nos últimos 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, foram criados 63.587 postos no estado. O estoque de empregos formais atingiu 1.550.518 vínculos, o maior volume da série.
Em âmbito nacional, foram criados 165.827 postos formais em agosto, 7,2% a mais que no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, o saldo nacional é de 1.134.033 vagas. Os dados do Novo Caged são revisados quando as empresas apresentam declarações com atraso.
A secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, avaliou que o resultado de agosto mostra a economia pernambucana movimentada em diferentes frentes, com todos os grandes setores gerando empregos. Segundo ela, o dado merece acompanhamento atento, considerando os efeitos sazonais de atividades como a cadeia sucroenergética. A secretária destacou que o trabalho é criar condições para o estado atrair investimentos, fortalecer a economia e ampliar oportunidades.
Diogo Alexandre, secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, afirmou que a geração de empregos representa pessoas com nova perspectiva, famílias com mais segurança e trabalhadores com chance de recomeçar. Ele também ressaltou que a Secretaria trabalha diariamente aproximando quem procura emprego de quem contrata e ampliando o acesso à qualificação e aos serviços de empregabilidade.