Padrão Reativo reúne três artistas na Torre Malakoff a partir de 17 de setembro
Mostra com Christina Machado, José Paulo e Mauricio Castro tem abertura em 17 de setembro e visitação até 15 de novembro.
Resumo da matéria
Padrão Reativo apresenta painéis em cerâmica vitrificada criados por Christina Machado, José Paulo e Mauricio Castro. A exposição tem curadoria de Julio Cavani e coordenação geral de Christina Machado. A abertura ocorre em 17 de setembro de 2026, às 19h, na Torre Malakoff, no Bairro do Recife. A visitação vai de 18 de setembro a 15 de novembro de 2026, de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 18h. Uma visita guiada com mediação de Julio Cavani e presença dos artistas está prevista para outubro de 2026, com data a confirmar. O projeto tem incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco, e apoio da Número Galeria e Compare Distribuidora.
Exposição Padrão Reativo reúne Christina Machado, José Paulo e Mauricio Castro em painéis de cerâmica vitrificada na Torre Malakoff, no Recife. Crédito: Aloinso Laporte
A exposição Padrão Reativo, com curadoria de Julio Cavani, reúne os artistas Christina Machado, José Paulo e Mauricio Castro na Torre Malakoff, no Bairro do Recife. A abertura será em 17 de setembro de 2026, às 19h, com visitação de 18 de setembro a 15 de novembro de 2026, de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 18h.
Os artistas se encontram há dois anos, uma vez por semana, no Atelier das Águas Belas, de Christina Machado, onde experimentam técnicas e materiais em comum. Pintam e desenham sobre placas quadradas de argila com pigmentos misturados a micropartículas de vidro antes de levá-las ao forno. A alta temperatura confere brilho, textura orgânica e reações físico-químicas às placas, algumas buscadas e outras surgidas por acaso. As placas podem ser remontadas em diferentes combinações, como azulejos, e os painéis mudam de composição a cada exibição.
A curadoria destaca que o título remete à dualidade entre ordem e acaso: o padrão está na geometria repetida das placas, enquanto a reação é o imprevisto provocado pelo calor. Julio Cavani escreve que os três artistas agem de forma independente, mas trabalham coletivamente. Em sua opinião, o título pode ser lido como resposta às padronizações do cotidiano contemporâneo e como tentativa de conciliar o caos com a organicidade da natureza.
Christina Machado, natural de Belém do Pará e radicada no Recife, parte de marcas feitas com as próprias mãos, repetidas ao longo dos painéis em referência a abraços, encontros e vínculos familiares, sobretudo maternais. Sua pesquisa tem a argila como fio condutor e aproxima corpo, afetos e questões coletivas, atravessando esculturas, pinturas, vídeos e performances. José Paulo, recifense com 40 anos de carreira em diferentes linguagens, constrói composições com explosões, linhas e círculos que remetem a estruturas atômicas, moleculares ou astronômicas. Mauricio Castro, também recifense e com trajetória iniciada nos anos 1980, cria formas biológicas fictícias que se ramificam e avançam pelas paredes como organismos em expansão, articulando gesto, matéria e experiência coletiva. Ele é referência na formação de coletivos e ateliês independentes em Pernambuco, como Quarta Zona de Arte, Atelier Submarino, Branco do Olho, Peligro, Gráfica Lenta e Galeria Maumau.
A coordenação geral é de Christina Machado, com projetos expográficos de José Paulo, iluminação de Mauricio Castro, produção executiva de Clarice Hoffmann, coordenação das ações educativas de Lúcia Padilha, trilha sonora de DJ Um Cara Massa, projeto gráfico de Olívia Morim, registro fotográfico de Josivan Rodrigues e gestão de mídias sociais de Júlia Meira. A montagem fina ficou a cargo de KBedim & Mago Ferreira Projetos e Produção Cultural, com Egeneson Ferreira, Ewerson Gonçalves, Rômulo Nascimento e Reinaldo Marinho Neto, reunindo mais de dez profissionais além dos três artistas e do curador. A queima das obras foi feita no Atelier das Águas Belas, com suporte do Ateliê de Molduras Gerson Vitor. Ações de acessibilidade, como audiodescrição e Libras, são realizadas pela COM Acessibilidade Comunicacional. O projeto tem apoio da Número Galeria e da Compare Distribuidora, e incentivo do Funcultura, da Fundarpe, da Secretaria de Cultura e do Governo do Estado de Pernambuco.
Em outubro de 2026, com data a confirmar, está prevista uma visita guiada com mediação de Julio Cavani, presença dos artistas e interpretação em Libras. A exposição já passou pela Galeria Casa Pedra Branca, em Floresta, onde abriu em 20 de junho em homenagem aos 119 anos de emancipação do município. O Instagram da exposição é @padraoreativo.