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Mulheres de Nínive terá apresentação única no Recife em 30 de outubro

Monólogo protagonizado por Nínive Caldas será apresentado no Teatro do Parque, às 20h, com ingressos a partir de R$ 30 pelo Sympla.

Equipe Corrivus
Publicado em 14/10/2026, às 16h06

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Resumo da matéria

O monólogo Mulheres de Nínive terá apresentação única no Teatro do Parque, no Recife, em 30 de outubro, às 20h. Idealizado e protagonizado por Nínive Caldas, com direção de Hilda Torres, o espetáculo reúne histórias de mulheres cujas trajetórias foram silenciadas, distorcidas ou apagadas em diferentes épocas. A dramaturgia combina textos de Nínive, referências de outros autores e autoras e música ao vivo com Nana Milet e Ana Paula Marinho. A pesquisa partiu da relação da atriz com Maria Madalena, personagem que interpretou na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Fazenda Nova, e incorporou outras narrativas femininas. Entre passado e presente, a peça aborda identidade, memória, violência, afeto e liberdade, sem concentrar a narrativa na dor. Os ingressos estão disponíveis pelo Sympla, a partir de R$ 30.

Mulheres de Nínive terá apresentação única no Recife em 30 de outubro

Idealizado e protagonizado por Nínive Caldas, o monólogo Mulheres de Nínive tem direção de Hilda Torres. Crédito: Divulgação

O monólogo Mulheres de Nínive terá apresentação única no Teatro do Parque, no Recife, em 30 de outubro, às 20h. Idealizado e protagonizado pela atriz, apresentadora e produtora cultural Nínive Caldas, o espetáculo tem direção de Hilda Torres e aborda histórias de mulheres cujas trajetórias foram silenciadas, distorcidas ou apagadas em diferentes épocas.

Os ingressos custam a partir de R$ 30 e estão disponíveis pelo Sympla, no endereço https://www.sympla.com.br/evento/mulheres-de-ninive-teatro-do-parque/3571695.

A montagem nasceu da inquietação de Nínive Caldas sobre como a presença feminina foi registrada ao longo da história. A pesquisa partiu de sua relação com Maria Madalena, personagem que interpretou na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Fazenda Nova. Ao investigar outras narrativas femininas, a atriz encontrou aproximações entre histórias separadas por séculos, marcadas por questões que permanecem atuais.

O nome Mulheres de Nínive remete tanto à atriz quanto a Nínive, importante cidade da antiga Mesopotâmia, cercada por narrativas históricas, bíblicas e simbólicas. A pesquisa incorpora essas referências em diálogo com Maria Madalena, Semíramis e mulheres anônimas, cujas experiências também ajudam a construir o universo da peça.

Em cena, Nínive Caldas interpreta diferentes mulheres em um mesmo corpo, em vez de uma única personagem. A dramaturgia reúne textos da atriz, referências de outros autores e autoras e música ao vivo com Nana Milet e Ana Paula Marinho.

A narrativa transita entre passado e presente, conectando diferentes tempos e experiências para abordar identidade, memória, violência, afeto, liberdade e padrões sociais sobre o significado de ser mulher. Embora parta de episódios de apagamento e violência, a montagem não concentra seu olhar na dor: propõe observar a potência dessas mulheres e a possibilidade de romper ciclos entre gerações.

Segundo Nínive Caldas, o espetáculo busca reconhecer as origens para encontrar outros caminhos, sem permanecer na dor. A idealizadora explica que a peça reúne mulheres que se atravessam em uma mesma cena e abrem espaço para gerações futuras.

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