Educação

Governo anuncia recursos para prédio maior na UFPE após incêndio

Governo destinará recursos para um prédio maior que o atingido pelo incêndio na UFPE e anunciou apoio à continuidade das pesquisas.

Equipe Corrivus
Publicado em 12/10/2026, às 13h53

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Resumo da matéria

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou na quinta-feira (8) medidas após o incêndio que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na quarta-feira (7), sem deixar vítimas. Uma equipe do MEC realizou vistoria técnica nas instalações atingidas. O Governo destinará recursos para construir uma edificação maior que a anterior, que abrigava laboratórios de fármacos, genética e informática.

A construção utilizará um projeto executivo elaborado para o Centro Acadêmico do Agreste (CAS), em Sertânia, com em torno de 7 mil m². Barchini também anunciou a recompra dos equipamentos, cujo levantamento inicial indica valor na ordem de R$ 100 milhões. O Governo anunciou ainda a conclusão de duas obras em andamento no Campus Recife: o prédio do Centro de Informática e a nova sede do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica Suely Galdino.

Estudantes com bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado ofertadas pela Capes continuarão recebendo o benefício até o prazo que for necessário. Foi aberto um chamamento especial do PDSE para doutorandos na fase final da tese, com possibilidade de realizar parte dos estudos no exterior. Estudantes de mestrado poderão acionar o PDSE ou realizar parte das pesquisas em outras universidades brasileiras. Professores que queiram ir para outras universidades terão essa oportunidade via bolsa de pós-doc, para não interromper suas pesquisas.

Segundo o delegado regional-executivo da Polícia Federal, Rodrigo Bastos, a perícia começou com robô e drone, sem entrada de peritos. O acesso da equipe ao prédio depende de uma definição sobre a segurança da estrutura. A investigação busca identificar a origem do incêndio e reconstituir os fatos ocorridos no local antes do evento.

Governo anuncia recursos para prédio maior na UFPE após incêndio

Governo anunciou recursos para construir um prédio maior que a edificação da UFPE atingida pelo incêndio. Crédito: Lucas Emanuel/UFPE

O governo destinará recursos para construir um prédio maior que a edificação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) atingida por um incêndio na quarta-feira (7). O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante vistoria técnica de uma equipe do Ministério da Educação (MEC) nas instalações atingidas, na quinta-feira (8). As cinco medidas anunciadas incluem aquisição de equipamentos, conclusão de obras e apoio à continuidade das bolsas e das pesquisas.

O incêndio atingiu um prédio multiuso do Campus Recife, na parte situada ao lado da BR-101, e não deixou vítimas. O Corpo de Bombeiros foi imediatamente acionado. As características dos produtos armazenados favoreceram a rápida propagação do fogo, que provocou grandes danos. O reitor Alfredo Gomes acompanhou o trabalho dos bombeiros na noite de quarta-feira.

Com 2.967,32 m² de área construída, a edificação abrigava laboratórios de fármacos, genética e informática, incluindo laboratórios de certificação NB3. Para acelerar a construção do novo prédio, será utilizado o projeto executivo elaborado para o Centro Acadêmico do Agreste (CAS), em Sertânia, com em torno de 7 mil m².

Segundo Barchini, o novo prédio receberá os laboratórios, e os equipamentos serão recomprados. O levantamento inicial indica um valor na ordem de R$ 100 milhões para essa recompra. O ministro avaliou que a perda foi muito grande, pois o espaço abrigava muitos laboratórios e pesquisas importantes para o Brasil, e explicou que as medidas buscam recuperar ao máximo os danos.

O governo também anunciou a conclusão de duas construções em andamento no Campus Recife: o prédio do Centro de Informática (Cin) e a nova sede do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica Suely Galdino (NUPIT-SG). A nova construção do núcleo tem cerca de 2,3 mil m², começou em 2025 e conta com orçamento de aproximadamente R$ 12 milhões.

Na área acadêmica, Barchini relatou ter conversado com a Capes e afirmou que os estudantes com bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado ofertadas pela instituição continuarão recebendo o benefício até o prazo que for necessário. O reitor informou que a UFPE tem aproximadamente 200 dissertações em andamento.

Foi aberto um chamamento especial do Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE) para doutorandos na fase final da tese. De acordo com o ministro, todos poderão realizar parte dos estudos no exterior, em laboratórios da Alemanha, dos Estados Unidos e da França, países que já se comprometeram a apoiar a UFPE.

Os estudantes de mestrado também poderão acionar o PDSE ou realizar parte de suas pesquisas em outras universidades brasileiras, que, segundo Barchini, manifestaram solidariedade. Professores que queiram ir para outras universidades terão essa oportunidade por meio de bolsa de pós-doc, para não interromper suas pesquisas.

A Polícia Federal investiga as causas do incêndio. O delegado regional-executivo Rodrigo Bastos relatou que a corporação manteve contato com a Reitoria desde a noite anterior e iniciou a perícia com robô e drone para obter as primeiras imagens sem a entrada de peritos.

Segundo Bastos, a equipe aguarda uma definição sobre a segurança do prédio para entrar. Nesse momento, haverá reforço de peritos do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, que trabalharão com os profissionais locais. A coleta de informações segue em duas frentes: tentar identificar o que deu início ao incêndio e reconstituir a dinâmica dos fatos no local nos momentos anteriores ao evento.

Barchini afirmou que a Polícia Federal foi acionada imediatamente diante de rumores sobre mensagens com ameaças à UFPE e ressaltou a necessidade de conhecer as causas do incidente. Alfredo Gomes relatou que a universidade acionou a corporação e pediu a abertura de um processo sobre as causas do incêndio e a circulação de ameaças à comunidade estudantil. O reitor também orientou as equipes de segurança institucional e contratada a permanecerem alertas.

Gomes considerou absurdo que uma instituição pública com a tradição da UFPE sofresse ataques nas redes sociais. Ele afirmou que a universidade é um espaço democrático e de participação e que sua autonomia será garantida.

O ministro contou que, ao saber do incêndio no dia anterior à vistoria, entrou em contato com o reitor para conhecer a extensão dos danos e se comunicou com o presidente Lula, que determinou sua vinda, inicialmente para prestar solidariedade à comunidade acadêmica. Barchini também relatou conversas com outros ministérios, que manifestaram solidariedade, e disse que a equipe trabalha para superar minimamente o momento de dor.

A comitiva do MEC foi recebida pelo reitor Alfredo Gomes, pelo vice-reitor Moacyr Araújo, por pesquisadores e por outros servidores da instituição. Gomes agradeceu ao governo do presidente Lula, ao ministro e à equipe pela disponibilidade imediata após o contato no dia anterior e pela ação rápida em favor da universidade. Também avaliou como importantes as medidas para consolidar o novo prédio e os equipamentos e apoiar os estudantes.

Barchini visitou ainda as novas instalações do NUPIT-SG e conversou com pesquisadores que já trabalham no local, entre eles professores e estudantes. Muitos choraram durante a conversa. A comitiva do MEC, que incluía o secretário-executivo Rodolfo Cabral, também esteve na feira de profissões Expo UFPE, realizada naquele momento em outra parte do Campus Recife.

O prédio atingido pelo fogo foi projetado em 1957 para abrigar o Restaurante Universitário e construído em 1958. Sua finalidade foi alterada nos anos 2000, quando passou a sediar a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) e o NUPIT-SG, funções que mantinha até o incêndio.

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