Enem: professor reúne orientações sobre ansiedade e gestão do tempo na prova
Ronaldo Queiroz, coordenador do Ensino Médio do Colégio Presbiteriano Mackenzie Agnes, no Recife, recomenda equilibrar revisão, sono e atividades físicas.
Resumo da matéria
Ronaldo Queiroz, coordenador do Ensino Médio do Colégio Presbiteriano Mackenzie Agnes, no Recife, reuniu orientações para enfrentar o Enem com mais tranquilidade. O professor recomenda equilibrar revisão, sono e alimentação nas semanas anteriores ao exame e adotar uma estratégia de tempo testada em simulados. Durante a prova, orienta evitar a insistência prolongada em questões difíceis e não deixar o preenchimento do cartão-resposta para os últimos minutos.
Ronaldo Queiroz recomenda que candidatos ao Enem adotem uma estratégia de tempo previamente testada em simulados. Crédito: 3-serie-2026.jpg
Controlar a ansiedade, administrar o tempo e saber decidir quando avançar para outra questão fazem parte da preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo Ronaldo Queiroz, professor e coordenador do Ensino Médio do Colégio Presbiteriano Mackenzie Agnes, no Recife. Ele reuniu orientações para que os alunos realizem a prova com mais tranquilidade e segurança.
Na avaliação do coordenador, o desempenho depende tanto do conhecimento adquirido na preparação quanto da capacidade de lidar com as emoções e tomar decisões durante o exame. Ele explica que os candidatos não precisam acertar todas as questões para obter um bom resultado, mas muitos chegam com a expectativa de um desempenho perfeito e interpretam as dificuldades como fracassos, o que aumenta a tensão.
Segundo Queiroz, uma das maiores dificuldades dos participantes é lidar emocionalmente com questões difíceis ou conteúdos que não dominam por completo. A ansiedade pode provocar insegurança, dúvidas sobre a própria capacidade, perda de concentração e prejuízo ao rendimento. Por isso, ele orienta que um item complexo não comprometa emocionalmente o restante da avaliação.
Diante de uma dificuldade, a recomendação é analisar cuidadosamente o enunciado, identificar as informações disponíveis e relacioná-las aos conhecimentos consolidados. O professor explica que, mesmo sem lembrar integralmente um conteúdo, muitas vezes é possível avançar por meio da interpretação, do raciocínio lógico e da análise das alternativas.
Em vez de presumir que desconhece tudo, o estudante deve identificar o que consegue compreender e resolver com os conhecimentos de que dispõe, orienta Queiroz. Segundo ele, essa mudança reduz a sensação de impotência e fortalece a autonomia.
A gestão do tempo também ocupa lugar de destaque nas orientações. Para o coordenador, cada estudante deve chegar à prova com uma estratégia previamente testada nos simulados. Começar pelas questões de maior familiaridade, explica, gera confiança, permite avançar e evita o desgaste de insistir excessivamente nos itens mais complexos.
Queiroz recomenda não permanecer tempo demais em uma única questão. Se a resolução se prolongar, o candidato deve sinalizar o item, prosseguir e retornar depois, se houver oportunidade. Administrar o tempo, ressalta, não significa apenas resolver rapidamente, mas decidir quando insistir, avançar ou voltar a uma questão.
No primeiro dia de prova, o professor orienta reservar tempo adequado para ler a proposta de redação, planejar, escrever, revisar e transcrever o texto final. O preenchimento do cartão-resposta também exige atenção e não deve ficar para os últimos minutos, segundo ele.
Com a proximidade das provas, muitos estudantes intensificam os estudos e a revisão. Queiroz pondera, porém, que estudar em excesso nos últimos dias não necessariamente melhora os resultados. A privação de sono, o esgotamento e a cobrança excessiva podem prejudicar a atenção, a memória e o raciocínio.
Nas semanas anteriores ao Enem, a orientação do coordenador é equilibrar a revisão dos conteúdos com sono adequado, alimentação saudável, atividades físicas e convivência com familiares e amigos. Ele também recomenda evitar comparações constantes com colegas, especialmente pelas redes sociais, e concentrar a atenção no próprio processo de aprendizagem.
Entre os cuidados anteriores ao exame, Queiroz inclui verificar antecipadamente o local de prova, os documentos exigidos, os materiais permitidos e o trajeto até o local de aplicação.
Para o professor, a tranquilidade para enfrentar o Enem é construída ao longo de todo o ano letivo. No Colégio Presbiteriano Mackenzie Agnes, a preparação emocional é trabalhada por meio de simulados, acompanhamento pedagógico e atividades de desenvolvimento socioemocional.
Queiroz explica que os simulados, além de medir conhecimentos, permitem vivenciar situações semelhantes às do exame, desenvolver estratégias de resolução, aprender a administrar o tempo e se familiarizar com a pressão da avaliação. Ele considera fundamental analisar os resultados para transformar a avaliação em aprendizagem: compreender os erros, reconhecer os avanços e receber orientações adequadas ajuda o estudante a não perceber a prova exclusivamente como uma ameaça.
A confiança, segundo o coordenador, deve se apoiar no reconhecimento da preparação, das competências desenvolvidas e da aprendizagem para enfrentar desafios, e não na certeza de acertar tudo. Ele afirma que o estudante não precisa estar sem ansiedade, mas reconhecer sua capacidade de pensar, decidir e prosseguir apesar dela. Em sua avaliação, o Enem é uma etapa importante da trajetória acadêmica, mas não define a identidade do aluno nem determina sozinho seu futuro.