Economia

Empresas incorporam segurança do trabalho à estratégia dos negócios

Treinamentos periódicos, identificação antecipada de riscos e uso adequado de EPIs permitem agir antes dos acidentes.

Equipe Corrivus
Publicado em 20/10/2026, às 13h06

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Resumo da matéria

Empresas têm integrado a segurança do trabalho à estratégia dos negócios, envolvendo lideranças e trabalhadores na prevenção de riscos. Treinamentos periódicos, uso adequado de EPIs e acompanhamento de indicadores permitem agir antes dos acidentes. Para Izavam Lins, coordenador operacional do Grupo Trino, gestores devem dar exemplo e não permitir que urgências operacionais justifiquem ignorar procedimentos. O cumprimento da legislação é apresentado como ponto de partida, não como objetivo final.

Empresas incorporam segurança do trabalho à estratégia dos negócios

Treinamentos periódicos, uso adequado de EPIs e acompanhamento de indicadores permitem agir antes dos acidentes. Crédito: Divulgação

Empresas têm incorporado a segurança do trabalho à estratégia dos negócios, para além das exigências de normas e legislações. A busca é por uma cultura permanente de prevenção, que envolva lideranças e colaboradores na identificação de riscos e na construção de ambientes mais seguros, sem se limitar à oferta de equipamentos de proteção e ao cumprimento de protocolos.

Em 2022, a Organização Internacional do Trabalho passou a reconhecer o ambiente de trabalho seguro e saudável como princípio e direito fundamental no trabalho. O cumprimento da legislação é apresentado como ponto de partida, e não como objetivo final da segurança do trabalho.

Para avançar nessa cultura, a prevenção precisa fazer parte das decisões da empresa e ser compartilhada por todos os níveis da organização. Orientações antes das atividades, comunicação de situações inseguras e participação dos trabalhadores na identificação de riscos ajudam a incorporar esse cuidado ao cotidiano.

Izavam Lins, coordenador operacional do Grupo Trino, explica que tratar a segurança apenas como obrigação pode levar o colaborador a seguir os procedimentos somente quando há cobrança. Para ele, é necessário desenvolver a consciência de que o cuidado protege a própria vida e a dos colegas.

O comportamento dos gestores influencia a assimilação dos protocolos pelas equipes, sobretudo quando há aparente conflito entre segurança e produtividade. Na avaliação de Lins, a liderança deve dar exemplo e não permitir que urgências operacionais sirvam de justificativa para ignorar procedimentos. Ele considera que ganhos de produtividade não justificam colocar trabalhadores em risco.

Em ambientes operacionais, pessoas, equipamentos e veículos podem compartilhar os mesmos espaços, e pequenas falhas podem provocar consequências significativas. Treinamentos periódicos, identificação antecipada de riscos, uso adequado de EPIs e acompanhamento de indicadores permitem agir antes dos acidentes.

Lins avalia que a prevenção deve ser discutida antes que os acidentes aconteçam. Segundo ele, uma cultura de segurança eficiente envolve perceber, comunicar e tratar os riscos antes que se transformem em ocorrências.

Estudos apontam uma cultura de segurança mais madura como fator relevante para prevenir acidentes e doenças ocupacionais. Pesquisas recentes também relacionam treinamentos regulares, utilização adequada de EPIs e monitoramento por indicadores à redução de acidentes e ao aumento da eficiência.

O investimento em prevenção preserva a integridade dos profissionais e produz reflexos para o negócio. Acidentes podem causar afastamentos, interrupções das atividades, perda de profissionais qualificados e outros custos para as organizações.

Para Lins, segurança e eficiência são compatíveis. Ele explica que uma operação segura tende a ser mais organizada, previsível e eficiente ao reduzir ocorrências que interrompem processos e comprometem resultados.

Na avaliação do coordenador, o melhor resultado de uma jornada combina o cumprimento dos objetivos operacionais com o retorno de cada profissional para casa em segurança. Incorporar esse pensamento à cultura empresarial, segundo ele, transforma a segurança de obrigação em valor.

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