Dia das Crianças: especialista orienta presentes para crianças neurodivergentes
Cinthia Cardoso recomenda avaliar cada caso ao escolher presentes e brincadeiras para crianças neurodivergentes.
Resumo da matéria
Com a aproximação do Dia das Crianças, Cinthia Cardoso, psicopedagoga e analista de comportamento da clínica Nuno Desenvolvimento, orienta famílias a priorizar a interação social e brinquedos educativos que estimulem a cognição. Para crianças neurodivergentes, ela recomenda considerar individualmente cada caso e buscar ajuda antes de comprar um presente, caso a escolha seja uma lembrança em vez da interação em família. Cinthia também defende atividades ao ar livre e brincadeiras criativas. Aos organizadores de eventos em locais abertos no Dia das Crianças, pede que planejem o acolhimento de neurodivergentes, oferecendo abafador ou estrutura sensorial para favorecer o pertencimento.
Cinthia Cardoso recomenda considerar cada caso na escolha de presentes e brincadeiras para crianças neurodivergentes. Crédito: Divulgação
Com a aproximação do Dia das Crianças, a psicopedagoga e analista de comportamento Cinthia Cardoso, da clínica Nuno Desenvolvimento, recomenda que as famílias priorizem a interação e considerem as necessidades individuais das crianças neurodivergentes ao escolher presentes e brincadeiras. Entre as opções que ela indica estão brinquedos educativos que estimulem a cognição e a leitura, atividades ao ar livre, ação social e brincadeiras criativas.
Cinthia convida as famílias a se unirem e evitarem brinquedos que remetam às telas, dando preferência à interação social, aos recursos terapêuticos e aos brinquedos educativos. Para os pais que optarem por uma lembrança em vez da interação em família, a orientação é pedir ajuda antes da compra. Ela ressalta que cada caso exige consideração individual e que a orientação profissional é fundamental em todos os momentos.
Na avaliação da psicopedagoga, os pais costumam presentear os filhos com celular, e o uso do aparelho ou do iPad proporciona descanso aos próprios adultos, ainda que eles não admitam, enquanto prejudica a criança. Ela também considera negativo o uso atual do celular como substituto da chupeta.
Cinthia relata que 90% de seus pacientes já apresentam problemas de visão, incluindo miopia. Ela atribui esse quadro ao uso do celular como primeiro recurso diante do receio de descer ao playground e atrair olhares.
Segundo a profissional, o preconceito relacionado à inclusão leva famílias a se recolherem em casa com o celular, por vezes percebido como a única opção. Ela explica que esse isolamento alcança toda a família, e não apenas a criança.
O acolhimento também deve fazer parte do planejamento das comemorações, defende Cinthia. Aos organizadores de eventos em locais abertos no Dia das Crianças, ela pede que considerem os neurodivergentes nas festas, oferecendo abafador ou estrutura sensorial. A profissional explica que receber esse público exige planejar o acolhimento para favorecer o pertencimento ao grupo, em uma construção gradual.
Para Cinthia, psicoeducação e conscientização são responsabilidades de todos. Ela defende um acolhimento que deixe as famílias à vontade e pede à sociedade que pratique a inclusão no Dia das Crianças e nos demais dias, por considerar o pertencimento o melhor presente.