Educação

Como incentivar crianças a ler? Bibliotecária do Recife dá dicas para famílias

Pesquisa aponta que 25% das crianças de 5 a 10 anos citam a leitura como lazer; famílias podem incentivar o hábito com escolhas livres e leitura compartilhada.

Equipe Corrivus
Publicado em 13/10/2026, às 17h17

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Resumo da matéria

Maria Tamyres, bibliotecária do Colégio Salesiano Recife, apresenta estratégias para tornar a leitura prazerosa para crianças e adolescentes. Ela recomenda considerar os interesses individuais, a faixa etária, a linguagem e a complexidade das obras, permitindo que a criança participe da escolha. Para os menores, indica leitura compartilhada, com conversas sobre personagens e histórias. Famílias podem reservar poucos minutos da rotina para ler e deixar livros acessíveis em casa. A biblioteca do colégio desenvolve iniciativas lúdicas e realiza neste mês a II Semana da Biblioteca Escolar, que inclui aulão sobre obras cobradas no SSA e no Enem, II Feira de Troca de Livros, contações de histórias e piquenique literário, entre outras atividades. O Clube Literário do colégio é gratuito e voltado aos alunos do Ensino Fundamental II.

Como incentivar crianças a ler? Bibliotecária do Recife dá dicas para famílias

Maria Tamyres, bibliotecária do Colégio Salesiano Recife, recomenda considerar os interesses da criança na escolha dos livros. Crédito: Divulgação

Aproximar crianças e adolescentes dos livros passa por respeitar seus interesses e criar oportunidades de leitura que não se limitem à obrigação escolar. Maria Tamyres, bibliotecária do Colégio Salesiano Recife, apresenta estratégias para tornar esse contato prazeroso, em uma rotina na qual telas, jogos, vídeos e redes sociais disputam a atenção dos jovens.

Os dados da 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro em 2024, mostram que apenas 25% das crianças de 5 a 10 anos apontam a leitura de livros entre as atividades preferidas no tempo livre, enquanto 43% indicam videogames como lazer. Entre os jovens de 11 a 13 anos, a leitura aparece para 25%, e 39% preferem jogos eletrônicos.

Segundo Maria Tamyres, permitir que a criança participe da escolha do livro pode despertar o interesse pela leitura. Nesse processo, devem ser considerados a faixa etária, a linguagem e a complexidade da obra, além das preferências individuais. Crianças interessadas em animais, por exemplo, podem se aproximar de histórias ou livros informativos sobre o tema; para quem gosta de aventura, fantasia e narrativas de ação podem ser um começo.

A bibliotecária explica que, no primeiro momento, a prioridade deve ser construir uma relação positiva com o livro, e não necessariamente estabelecer uma quantidade de páginas a ler. Ela também recomenda variar gêneros e formatos: histórias em quadrinhos, contos, poesias, livros ilustrados, biografias e obras de ficção oferecem experiências diferentes e podem ajudar o leitor a identificar seus interesses.

Em casa, deixar livros acessíveis permite que a criança escolha espontaneamente uma obra para folhear ou ler. As famílias podem iniciar o hábito com poucos minutos antes de dormir, numa pausa no fim da tarde ou em outro momento tranquilo da rotina. Pais e responsáveis também podem participar demonstrando interesse pela leitura, comentando livros e reservando tempo para ler.

Para as crianças menores, Maria Tamyres recomenda a leitura compartilhada. Segundo ela, ler em voz alta, conversar sobre os personagens, perguntar a opinião da criança sobre a história e imaginar juntos os acontecimentos seguintes estimulam a compreensão e a convivência.

A bibliotecária afirma que ler frequentemente contribui para o desempenho escolar, amplia o vocabulário, fortalece a interpretação, estimula a criatividade e desenvolve o pensamento crítico. Ela explica ainda que o contato com personagens, narrativas, culturas e pontos de vista diferentes amplia o repertório da criança e ajuda a relacionar as histórias ao próprio cotidiano.

Na avaliação de Maria Tamyres, família e escola têm papéis complementares para associar a leitura à curiosidade, à imaginação e à descoberta prazerosa de histórias. Enquanto a escola amplia o repertório e as experiências literárias, a família pode consolidar o hábito no dia a dia.

No Colégio Salesiano Recife, a biblioteca desenvolve iniciativas lúdicas e participativas para aproximar os estudantes dos livros. Entre elas está um mural de fofocas e notícias literárias, que utiliza uma linguagem próxima à dos jovens para apresentar livros, autores e histórias e despertar a curiosidade dos alunos. O Cinebiblio conecta literatura e cinema.

O Clube Literário do colégio tem participação gratuita e é voltado aos alunos do Ensino Fundamental II. A biblioteca também promove contações de histórias para a Educação Infantil e Feira de Troca de Livros.

Neste mês, a biblioteca realiza a II Semana da Biblioteca Escolar. A programação inclui um aulão sobre obras cobradas no SSA e no Enem, a II Feira de Troca de Livros, contações de histórias e um piquenique literário, entre outras atividades.

O calendário dedicado à leitura tem duas datas em outubro: o Dia Nacional da Leitura, em 12 de outubro, e o Dia Nacional do Livro, em 29 de outubro.

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