Seis toneladas de vidro de Noronha foram levadas ao Recife para reciclagem
Material reunido pelo Protect Paradise tem como destino a reciclagem industrial para produção de novas garrafas de Corona.
Resumo da matéria
O Protect Paradise, projeto da Green Mining com participação e apoio da GWM, reuniu seis toneladas de vidro em Fernando de Noronha para reciclagem e produção de novas garrafas de Corona. A Agemar transportou a carga por via marítima até o Recife. A Green Mining acompanha a logística reversa, enquanto a GWM apoia a coleta com um TANK 300. A nova operação permitirá reciclagem de garrafa a garrafa.
A Agemar transportou até o Recife seis toneladas de vidro reunidas pelo Protect Paradise em Fernando de Noronha. Crédito: Divulgação
O projeto Protect Paradise reuniu seis toneladas de vidro de Fernando de Noronha para reciclagem industrial e produção de novas garrafas de Corona. A carga, formada por garrafas descartadas em bares, restaurantes e pousadas do arquipélago, foi transportada por via marítima até o Recife pela Agemar, acondicionada em seis big bags.
A nova operação permitirá que a matéria-prima retorne à indústria de garrafas, no processo de reciclagem de garrafa a garrafa. Anteriormente, o vidro era triturado em Fernando de Noronha e utilizado como substituto da areia na construção civil. Segundo a Green Mining, foi a primeira vez que o vidro recolhido no arquipélago retornou à fabricação desse tipo de embalagem.
O Protect Paradise é um projeto da Green Mining, com participação e apoio da GWM. A Green Mining responde pela logística reversa e acompanha o material desde o recolhimento até a destinação à indústria recicladora. Os estabelecimentos participantes separam as garrafas, e a retirada dos resíduos e o transporte marítimo integram a operação que dará novo destino às seis toneladas reunidas.
A GWM passou a integrar o projeto com um TANK 300 para apoiar a coleta na ilha. O veículo híbrido plug-in percorre os estabelecimentos participantes e é recarregado com energia proveniente de painéis solares. Desde o início da participação da GWM, foram recolhidas 4 mil garrafas.
Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining, explicou que devolver o vidro à fabricação de garrafas exige viabilizar sua chegada à indústria. Segundo ele, a participação da GWM na coleta e da Agemar no transporte permite organizar esse percurso entre a ilha e o continente.
Oliveira afirmou ainda que a Green Mining quer que o vidro já reaproveitado em Noronha também possa voltar a ser garrafa.