Camaragibe demole duas casas em área de risco no Alto Santo Antônio
Imóveis foram interditados após deslizamento em 1º de maio; área poderá receber posteriormente obras de contenção.
Resumo da matéria
A Prefeitura de Camaragibe demoliu, em 16/09, duas casas no bairro Alto Santo Antônio. Os imóveis foram interditados em 1º de maio, após deslizamento de encosta causado pelas chuvas. A demolição foi controlada e executada por técnicos da Defesa Civil e da Secretaria de Infraestrutura. Antes da ação, as famílias receberam atendimento humanitário. O prefeito Diego Cabral acompanhou o trabalho e afirmou que mais de R$ 35 milhões estão sendo aplicados em obras de contenção, com previsão de licitação de R$ 52 milhões e elaboração de projetos de R$ 10 milhões, além de expectativa de investimentos superiores a R$ 100 milhões.
Duas casas atingidas pelo movimento de uma encosta foram demolidas de forma controlada no Alto Santo Antônio. Crédito: Carol Bezerra/Secom Camaragibe
A Prefeitura de Camaragibe executou, no dia 16 de setembro, a demolição controlada de duas casas localizadas no Alto Santo Antônio. A operação foi conduzida por técnicos da Secretaria de Proteção e Defesa Civil e da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos, com uso de máquinas. O prefeito Diego Cabral, o secretário de Defesa Civil Luciano Fonsêca e a secretária Dra. Daiana, da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Direitos Humanos, Juventude e Combate à Fome, acompanharam o trabalho de perto.
As residências faziam parte de um conjunto de imóveis afetados pelo movimento da encosta provocado pelas chuvas de 1º de maio. Na ocasião, as casas foram interditadas e as famílias deixaram os imóveis. Inicialmente, houve possibilidade de encaminhamento para abrigo, mas as famílias optaram por ir para a casa de vizinhos e, posteriormente, seguiram para a casa de parentes.
Engenheiros da Defesa Civil avaliaram a situação e apontaram a necessidade de demolição, já que as casas apresentavam risco de desabamento. A demolição foi necessária para preservar a vida das famílias e evitar novos riscos, conforme explicou o prefeito Diego Cabral. A medida também busca impedir o retorno das famílias à área de risco e evitar novas construções no local.
Após a retirada das estruturas, os entulhos serão removidos dos locais. A Defesa Civil deverá fazer uma cobertura provisória da barreira com lona plástica, e a região deverá passar por fiscalização, podendo receber posteriormente obras de contenção da encosta. A Secretaria de Infraestrutura deverá elaborar um projeto para a solução definitiva da encosta.
Uma das moradoras está na casa de parentes e receberá auxílio-moradia inicialmente por seis meses, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses. Ela também receberá indenização pelas benfeitorias do imóvel. Já no caso do outro imóvel, o proprietário é falecido, e a equipe da Assistência Social localizou os familiares. Esse imóvel não se enquadra nos critérios para receber auxílio-moradia, mas eventuais valores referentes às benfeitorias serão destinados aos herdeiros.
As famílias receberam atendimento humanitário da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Direitos Humanos, Juventude e Combate à Fome antes da demolição. O atendimento incluiu colchões, itens básicos, kits de higiene e apoio para deslocamento.
Além das duas casas demolidas, outras sete estão previstas para demolição, mas ainda não há programação definida para os serviços. Segundo o prefeito Diego Cabral, a expectativa é que as duas famílias do Alto Santo Antônio sejam contempladas com apartamentos do Habitacional Fontainha II, no Bairro do Estado. O município está construindo um habitacional com 196 apartamentos, com prioridade para famílias que vivem em áreas de risco, e está na fase final de negociação com a Caixa Econômica Federal para contratar mais 400 unidades. Ao todo, são previstas 596 unidades por meio de programas como o Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, e o Morar Bem, do Governo de Pernambuco. A proposta é reassentar famílias que vivem às margens de canais e rios ou próximas a barreiras, incluindo moradores de Nazaré, Japão, Beira Rio e Santa Tereza.
As obras de contenção de encostas em Santa Verônica e João Félix estão em andamento, realizadas em parceria com o Governo de Pernambuco. O prefeito Diego Cabral afirmou que mais de R$ 35 milhões estão sendo aplicados atualmente em obras de contenção de encostas, e outros R$ 52 milhões deverão ser licitados. Mais R$ 10 milhões em projetos estão em elaboração para posterior licitação. A expectativa do prefeito é que os investimentos em contenção de barreiras ultrapassem R$ 100 milhões ao final do primeiro mandato.