Cotidiano

Camaragibe demole duas casas em área de risco no Alto Santo Antônio

Imóveis foram interditados após deslizamento em 1º de maio; área poderá receber posteriormente obras de contenção.

Equipe Corrivus
Publicado em 16/09/2026, às 23h49

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Resumo da matéria

A Prefeitura de Camaragibe demoliu, em 16/09, duas casas no bairro Alto Santo Antônio. Os imóveis foram interditados em 1º de maio, após deslizamento de encosta causado pelas chuvas. A demolição foi controlada e executada por técnicos da Defesa Civil e da Secretaria de Infraestrutura. Antes da ação, as famílias receberam atendimento humanitário. O prefeito Diego Cabral acompanhou o trabalho e afirmou que mais de R$ 35 milhões estão sendo aplicados em obras de contenção, com previsão de licitação de R$ 52 milhões e elaboração de projetos de R$ 10 milhões, além de expectativa de investimentos superiores a R$ 100 milhões.

Camaragibe demole duas casas em área de risco no Alto Santo Antônio

Duas casas atingidas pelo movimento de uma encosta foram demolidas de forma controlada no Alto Santo Antônio. Crédito: Carol Bezerra/Secom Camaragibe

A Prefeitura de Camaragibe executou, no dia 16 de setembro, a demolição controlada de duas casas localizadas no Alto Santo Antônio. A operação foi conduzida por técnicos da Secretaria de Proteção e Defesa Civil e da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos, com uso de máquinas. O prefeito Diego Cabral, o secretário de Defesa Civil Luciano Fonsêca e a secretária Dra. Daiana, da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Direitos Humanos, Juventude e Combate à Fome, acompanharam o trabalho de perto.

As residências faziam parte de um conjunto de imóveis afetados pelo movimento da encosta provocado pelas chuvas de 1º de maio. Na ocasião, as casas foram interditadas e as famílias deixaram os imóveis. Inicialmente, houve possibilidade de encaminhamento para abrigo, mas as famílias optaram por ir para a casa de vizinhos e, posteriormente, seguiram para a casa de parentes.

Engenheiros da Defesa Civil avaliaram a situação e apontaram a necessidade de demolição, já que as casas apresentavam risco de desabamento. A demolição foi necessária para preservar a vida das famílias e evitar novos riscos, conforme explicou o prefeito Diego Cabral. A medida também busca impedir o retorno das famílias à área de risco e evitar novas construções no local.

Após a retirada das estruturas, os entulhos serão removidos dos locais. A Defesa Civil deverá fazer uma cobertura provisória da barreira com lona plástica, e a região deverá passar por fiscalização, podendo receber posteriormente obras de contenção da encosta. A Secretaria de Infraestrutura deverá elaborar um projeto para a solução definitiva da encosta.

Uma das moradoras está na casa de parentes e receberá auxílio-moradia inicialmente por seis meses, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses. Ela também receberá indenização pelas benfeitorias do imóvel. Já no caso do outro imóvel, o proprietário é falecido, e a equipe da Assistência Social localizou os familiares. Esse imóvel não se enquadra nos critérios para receber auxílio-moradia, mas eventuais valores referentes às benfeitorias serão destinados aos herdeiros.

As famílias receberam atendimento humanitário da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Direitos Humanos, Juventude e Combate à Fome antes da demolição. O atendimento incluiu colchões, itens básicos, kits de higiene e apoio para deslocamento.

Além das duas casas demolidas, outras sete estão previstas para demolição, mas ainda não há programação definida para os serviços. Segundo o prefeito Diego Cabral, a expectativa é que as duas famílias do Alto Santo Antônio sejam contempladas com apartamentos do Habitacional Fontainha II, no Bairro do Estado. O município está construindo um habitacional com 196 apartamentos, com prioridade para famílias que vivem em áreas de risco, e está na fase final de negociação com a Caixa Econômica Federal para contratar mais 400 unidades. Ao todo, são previstas 596 unidades por meio de programas como o Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, e o Morar Bem, do Governo de Pernambuco. A proposta é reassentar famílias que vivem às margens de canais e rios ou próximas a barreiras, incluindo moradores de Nazaré, Japão, Beira Rio e Santa Tereza.

As obras de contenção de encostas em Santa Verônica e João Félix estão em andamento, realizadas em parceria com o Governo de Pernambuco. O prefeito Diego Cabral afirmou que mais de R$ 35 milhões estão sendo aplicados atualmente em obras de contenção de encostas, e outros R$ 52 milhões deverão ser licitados. Mais R$ 10 milhões em projetos estão em elaboração para posterior licitação. A expectativa do prefeito é que os investimentos em contenção de barreiras ultrapassem R$ 100 milhões ao final do primeiro mandato.

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