Grupo Moura destaca R$ 850 milhões em unidade de reciclagem de Belo Jardim
Documento destaca reaproveitamento de baterias, aporte de R$ 850 milhões em unidade de reciclagem e qualificação de mais de 42 mil horas.
Resumo da matéria
O Grupo Moura publicou o Relatório de Sustentabilidade 2025. Em 2025, mais de 150 mil toneladas de baterias inservíveis foram reaproveitadas por meio do Programa Ambiental Moura. A Unidade de Reciclagem e Metais, inaugurada em Belo Jardim (PE), recebeu aporte de R$ 850 milhões e tem capacidade para reciclar 200 mil toneladas de chumbo por ano. As operações no Brasil foram 100% supridas por energia elétrica renovável pelo quarto ano consecutivo. O Instituto Conceição Moura registrou mais de 52 mil inscrições em projetos, ações e iniciativas, enquanto o Grupo Moura realizou mais de 42 mil horas de qualificação ao longo do ano.
Relatório de Sustentabilidade 2025 do Grupo Moura reúne indicadores de economia circular, energia, qualificação profissional e investimentos. Crédito: Divulgação
O Grupo Moura publicou em setembro de 2026 o Relatório de Sustentabilidade 2025, documento que reúne resultados, avanços, desafios e aprendizados do período. A publicação evidencia uma transformação estratégica em curso na companhia, que amplia sua trajetória de fabricação de baterias para o desenvolvimento, manufatura e comercialização de um portfólio de tecnologias e soluções de energia.
Entre os principais marcos de 2025 está o avanço do Ecossistema Moura de Economia Circular. A inauguração da Unidade de Reciclagem e Metais, em Belo Jardim (PE), representou o maior investimento da história da companhia, com aporte de R$ 850 milhões. A unidade tem capacidade para reciclar 200 mil toneladas de chumbo por ano e amplia a recuperação e reinserção de materiais críticos no ciclo produtivo, fortalecendo a segurança de suprimento, a eficiência e a competitividade industrial.
O Programa Ambiental Moura (PAM) viabilizou o reaproveitamento de mais de 150 mil toneladas de baterias inservíveis em 2025. A gestão hídrica alcançou Índice de Consumo Efetivo de Água (ICEA) de 90%, refletindo o avanço das práticas de recirculação, reaproveitamento e controle dos recursos utilizados. Pelo quarto ano consecutivo, as operações da companhia no Brasil foram 100% supridas por energia elétrica renovável.
O relatório apresenta a estruturação do Plano de Descarbonização para operações de manufatura, a evolução das iniciativas de eficiência energética, gestão de resíduos, biodiversidade e proteção ambiental, e o fortalecimento dos mecanismos do Programa de Integridade Moura. Também são evidenciadas a evolução das estruturas de governança, integridade e gestão de riscos, além da revalidação da Matriz de Materialidade, que mantém 15 temas prioritários.
Em 2025, foi estruturada uma política específica de due diligence, ampliando a avaliação de riscos de integridade, ambientais, financeiros e reputacionais na cadeia de valor. A agenda incluiu ainda a realização de um novo Censo de Diversidade e Inclusão, que amplia o conhecimento sobre as pessoas da organização e apoia a evolução de ambientes mais diversos, inclusivos e respeitosos.
No modelo de Energia como Serviço, a atuação vai além do fornecimento de equipamentos e incorpora modelagem energética, dimensionamento, implantação, monitoramento, manutenção, suporte especializado e logística reversa dos sistemas dos clientes. A companhia também destaca a Ella, bicicleta elétrica da Moura, como nova aplicação do conhecimento acumulado e alternativa de mobilidade nas grandes cidades.
A inauguração do SENAI Park Suape, em 2025, incorporou uma linha piloto de baterias de lítio de 12V e 48V, voltada a testes, homologações e prototipagem. A linha piloto aproxima o desenvolvimento tecnológico da aplicação industrial e combina novas tecnologias de acumulação e armazenamento de energia.
O Instituto Conceição Moura liderou projetos, ações e iniciativas que registraram mais de 52 mil inscrições. Foram realizadas mais de 42 mil horas de qualificação e mobilizados 2.733 voluntários. Os programas Trilha Moura, Moura Inova, Prêmio Moura de Talentos, Programa Moura de Consolidação Estratégica (PMCE), Unimoura e MouraTech conectaram formação, conhecimento técnico, inovação e desafios concretos. R$ 3,8 milhões foram aportados por meio de Leis de Incentivo.
O Grupo Moura mantém as Normas GRI como base institucional do relato e passa a adotar o SASB TR-AP como referência setorial, aproximando a divulgação de informações da linguagem utilizada por investidores e stakeholders dos setores de energia e autopeças.
Flávio Bruno, Diretor de Metais, Compras e Sustentabilidade do Grupo Moura, avalia que a sustentabilidade ganha relevância para o negócio quando se transforma em capacidade de execução. Segundo ele, em 2025 a companhia avançou em frentes relacionadas à competitividade, como Economia Circular, gestão de energia, emissões, água e cadeia de fornecedores. Para Andréa Lyra, Diretora de Marketing, Produtos e Comunicação Institucional do Grupo Moura, a publicação do relatório é um exercício de transparência, escuta e evolução, que oferece uma visão mais completa de como a sustentabilidade está incorporada à estratégia, à cultura e à forma como a Moura busca gerar valor.