Curta documental “Aquilo que a Memória Amou 2” é gravado no Sertão, Ceará e Recife
Produção percorre municípios do Pajeú e encerra gravações em 9/9. Lançamento está previsto para dezembro, em Afogados da Ingazeira.
Resumo da matéria
O curta documental “Aquilo que a Memória Amou 2”, dirigido por Silmara Marques, tem gravações no Sertão Pernambucano, Bela Cruz (CE) e Recife (PE). A equipe percorre diversos municípios do Pajeú, com encerramento das gravações previsto para 9/9. O filme, financiado pela LPG PE de audiovisual, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco, será lançado em dezembro no Histórico Cine São José, em Afogados da Ingazeira. O projeto aborda as escolas radiofônicas, iniciativa do Movimento de Educação de Base (MEB) que, na década de 1960, levou educação às comunidades rurais da região.
Curta documental “Aquilo que a Memória Amou 2” é gravado no Sertão Pernambucano e terá lançamento em dezembro, em Afogados da Ingazeira. Crédito: Ângelo Freire
O curta documental “Aquilo que a Memória Amou 2”, dirigido pela pesquisadora Silmara Marques, tem encerramento das gravações previsto para 9 de setembro. A produção percorre diversos municípios do Pajeú e também teve gravações em Bela Cruz, no Ceará, e Recife. O início das gravações ocorreu na primeira semana de setembro.
O projeto foi financiado pela LPG PE de audiovisual e contou com apoio da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco. A equipe do curta é composta, em boa parte, por afogadenses. Além da direção, Silmara Marques assina a pesquisa, juntamente com o professor Adeilton Rodrigues. A equipe local soma-se à equipe da Caldo de Cana Filmes.
Entre os profissionais envolvidos estão Uilma Queiroz, consultora de roteiro e auxiliar de direção; o jornalista Leonardo Lemos, produtor executivo; Isabella Lumara, na produção; Geovana Lima, discente da FASP, como auxiliar de pesquisa; Alexsandro Acioly, colaborador da produção; Richard Soares, premiado técnico de som, responsável pelas captações sonoras; Josivan Veras, motorista; Iberê Melo Barreto, diretor de fotografia; Okoye Ribeiro Martins, assistente de fotografia; Ângelo Freire, still; e Alexandreh, na pós de som.
O filme tem como objetivo recriar o caminho das ondas de rádio que levaram letramento a comunidades rurais na década de 1960. As escolas radiofônicas, iniciativa do Movimento de Educação de Base (MEB), criado em 1961 por anseio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), levaram educação às comunidades rurais mais distantes pelas ondas do rádio, com a região do Pajeú sendo atendida por uma mobilização da Rádio Pajeú, uma das emissoras mais antigas do interior de Pernambuco.
Segundo Silmara Marques, a educação chegava às comunidades rurais distantes pelas ondas do rádio, levando leitura, escrita, esperança, conhecimento e novas possibilidades. Ela avalia que as escolas radiofônicas tiveram papel importante no Sertão do Pajeú, ajudaram a transformar vidas, fortaleceram união, participação e consciência política, e contribuíram para tornar a região mais organizada e politizada.
O lançamento do filme está previsto para dezembro, em evento a ser definido, no Histórico Cine São José, em Afogados da Ingazeira. Novidades serão divulgadas no Instagram @aquiloqueamemoriaamou.