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Festival de Dança de Londrina 2026 terá atrações gratuitas de 23 a 31 de outubro

Programação terá companhias de diversos Estados, atração da Bélgica e encerramento com Viviane Mosé.

Equipe Corrivus
Publicado em 21/10/2026, às 19h52

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Resumo da matéria

O Festival de Dança de Londrina 2026 começa na sexta-feira (23) e segue até 31 de outubro, reunindo espetáculos, oficina e conferência em diferentes espaços da cidade. A abertura, às 20h, terá “A vida é um dia”, com Ballet de Londrina e Orquestra Bravi; os ingressos online já estão esgotados. A programação inclui companhias brasileiras, o grupo belga Dame de Pic/Cie Karine Ponties e encerramento com Viviane Mosé.

Festival de Dança de Londrina 2026 terá atrações gratuitas de 23 a 31 de outubro

O grupo belga Dame de Pic/Cie Karine Ponties fará sua primeira apresentação no Brasil no Festival de Dança de Londrina 2026. Crédito: Layza Vasconcelos

O Festival de Dança de Londrina 2026 começa nesta sexta-feira (23) e segue até 31 de outubro, com espetáculos, oficina e conferência em diferentes espaços da cidade. A programação reúne companhias de diversos Estados brasileiros, uma atração da Bélgica e o encerramento com Viviane Mosé. Há atividades gratuitas e ingressos a R$ 30 e R$ 15, para meia-entrada.

A bilheteria está aberta pelo Sympla, no endereço https://www.sympla.com.br/produtor/festivaldedancadelondrina. Para as apresentações gratuitas, a retirada também é feita pela plataforma, com limite de três bilhetes por CPF. Um percentual dos ingressos gratuitos será reservado para distribuição no teatro no dia dos espetáculos. A venda presencial ocorre na bilheteria do Teatro Ouro Verde, na Rua Maranhão, 85, apenas nos dias de apresentação no local, a partir das 16 horas.

A abertura será às 20h, com o Ballet de Londrina e a Orquestra Bravi em “A vida é um dia”. Os ingressos online para a sessão já estão esgotados. Última criação da companhia oficial da cidade, o espetáculo tem como base o poema homônimo de Renato Forin Jr., que também assina a direção artística, e coreografia do premiado Alex Soares. A música é interpretada ao vivo pela Orquestra Bravi.

A montagem acompanha uma senhora quase centenária em um leito de UTI durante a pandemia da covid-19, multiplicada nos corpos das bailarinas do elenco. Entre recordações e alucinações, a personagem percorre regressivamente o momento áureo da vanguarda artística, a geada de 1975 e o processo de colonização de Londrina.

No sábado (24), à noite, o Ouro Verde recebe “Fica Comigo”, do Ateliê do Gesto, trupe de Goiânia (GO). Voltado às infâncias, o espetáculo leva ao palco 150 caixas de papelão. Na história, um antigo Guardador de Memórias encaixota lembranças nos porões da imaginação e revive momentos especiais com a ajuda de três bonecos que ganham vida.

No domingo, às 20h30, a artista londrinense Edna Aguiar apresenta o solo “Brasiliana” na Usina Cultural, na Avenida Duque de Caxias, 4159. Com autoclassificação indicativa de 18 anos, a obra propõe uma escrevivência em que a artista resgata memórias silenciadas de mulheres referenciais em sua vida. As histórias de uma família, marcada pela perda do território com a passagem de uma estrada associada ao progresso, ocupam o palco como lugares de memória.

A atração internacional será apresentada na segunda-feira (26), às 20 horas, no Teatro Ouro Verde. O grupo belga Dame de Pic/Cie Karine Ponties, que completa 30 anos, fará sua primeira apresentação no Brasil com “Soute à bagages”, dando início à turnê brasileira. Com coreografia de Karine Ponties e interpretação de Maxime Cozic, o trabalho é um diário de viagem corporal que investiga as reações do corpo aos deslocamentos e às instabilidades de uma viagem.

Na terça-feira (27), a mestra da cultura popular do Maranhão Ana Maria Carvalho conduz a oficina gratuita “Cofo de histórias e brincadeiras dançadas”, das 15h às 17h, no Museu de Arte de Londrina. No mesmo dia, a partir das 20h, o Teatro Ouro Verde recebe o Dança Londrina Clássicos, dedicado a talentos londrinenses da dança de repertório que ganham destaque em palcos do Brasil e do exterior. Bailarinos da Escola Municipal de Dança de Londrina (Funcart) apresentam suítes de “O Quebra-Nozes”, enquanto o Ballet Luana Prado leva ao palco suítes de “Dom Quixote”.

Ana Maria Carvalho também se apresenta na quarta-feira (28), a partir das 18h30, na Concha Acústica. O show gratuito “Bordados de Música” é dedicado à cultura popular.

No dia 29, às 20 horas, a Quasar Cia de Dança, de Goiânia, apresenta “Menos da metade”. A obra faz uma abordagem cênica da devastação do Cerrado brasileiro, que já perdeu mais da metade de sua vegetação nativa.

Na sexta-feira (30), às 20 horas, será apresentado “Do cavalo nada sabemos”, com atuação de João Paulo Lorenzon e direção de Denise Stoklos e Alessandra Maestrini. O espetáculo parte do episódio real em que Friedrich Nietzsche se lança sobre um cavalo violentamente açoitado, em um gesto de compaixão anterior ao seu colapso definitivo.

O último dia do festival, sábado (31), terá a conferência “Dançar para contar outras histórias” e um bate-papo sobre a programação, a partir das 10 horas, no hall do Teatro Ouro Verde. A atividade tem entrada gratuita e reúne o crítico e professor Henrique Rochelle, de São Paulo (SP), com mediação do curador Renato Forin Jr. Rochelle acompanhará todas as atrações pelo site Outra Dança.

À noite, Viviane Mosé encerra a edição com “Um sim à vida”. Filósofa, poeta e psicanalista, ela reúne teatro, filosofia, poesia e dança em uma proposta de confrontar a condição humana, sua fragilidade, lucidez e potência singular de existir. O trabalho entrelaça seus livros “A espécie que sabe – do homo sapiens à crise da razão” e “Meu braço esquerdo: Um sim à vida”.

A coordenação geral do festival é de Danieli Pereira, que divide a curadoria com Renato Forin Jr., também responsável pela coordenação de comunicação. A produção é da APD, o patrocínio é da Secretaria Municipal de Cultura – Prefeitura Municipal de Londrina, e a realização é de HotMilk e PUC-PR, com apoio da Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina.

O festival é um projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura – Governo Federal.

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