“Míralas” tem visitação gratuita no Museu Histórico Willy Barth até 27 de novembro
Obras de Rafaelly Morlin e Beatriz Mururu abordam invisibilidade feminina, cotidiano, memória e experiências de mulheres.
Resumo da matéria
A exposição “Míralas”, com obras de Rafaelly Morlin e Beatriz Mururu, teve abertura na terça-feira (27), no Museu Histórico Willy Barth. A visitação é gratuita e segue até 27 de novembro. Em “Por um Fio”, Rafaelly aborda a invisibilidade do trabalho doméstico, especialmente o realizado por mulheres sem remuneração. Beatriz apresenta dez pinturas em “Onde me abrigo: corpo-casa”, sobre o corpo como abrigo e enclausuramento.
“Míralas” reúne obras de Rafaelly Morlin e Beatriz Mururu sobre invisibilidade feminina, cotidiano e memória. Crédito: Prefeitura de Toledo
A exposição “Míralas”, com obras de Rafaelly Morlin e Beatriz Mururu, foi aberta na terça-feira (27), no Museu Histórico Willy Barth. A mostra reúne trabalhos sobre invisibilidade feminina, cotidiano, memória e experiências de mulheres. A visitação é gratuita e segue até 27 de novembro.
As duas artistas foram selecionadas no último edital do Festival de Culturas da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), que possibilitou a apresentação dos trabalhos no museu.
Artista e estudante de Arquitetura, Rafaelly Morlin aborda na série “Por um Fio” a invisibilidade do trabalho doméstico, especialmente aquele realizado por mulheres sem remuneração. A casa é o ponto de partida para discutir as tarefas que mantêm o ambiente doméstico em funcionamento e o esforço exigido por essa rotina.
Segundo Rafaelly, a série nasceu da ideia da casa, mas se diferencia da abordagem do espaço como ambiente físico na Arquitetura: em suas obras, ela apresenta a casa estruturada pela rotina do trabalho realizado em seu interior.
A artista avalia que é necessário ampliar o debate sobre a divisão do trabalho e o tempo para descanso e vida pessoal. Ela observa que muitas mulheres realizam tarefas domésticas nos dias de folga, o que reduz as oportunidades de lazer, autocuidado e convivência familiar.
Beatriz Mururu apresenta a série “Onde me abrigo: corpo-casa”, composta por dez pinturas a óleo sobre tela e madeira. Os trabalhos exploram o corpo como abrigo e enclausuramento e abordam invisibilidade feminina, violência doméstica e sofrimento psíquico. Figuras sem rosto e fendas nas molduras representam aspectos dessa invisibilidade.
Beatriz explica que as pessoas habitam a si mesmas antes de outros lugares e que a mulher pode vivenciar o próprio corpo como enclausuramento. Segundo a artista, as cores e os elementos das pinturas expressam sofrimentos nem sempre perceptíveis externamente: uma aparência exterior bonita pode coexistir com desordem e dor internas.